Morrendo encontrei a vida. Parece ambíguo, mas foi real. Pelo menos aconteceu comigo.

Desde os 16 anos travei uma luta, que parecia já apresentar uma vencedora, com a depressão. Muitos médicos e medicamentos, muito sono e nada de vida.

Dentro do meu peito havia um buraco negro, dolorido e aparentemente sem fim. Sorrir? Só de fachada, afinal quem gosta de demonstrar fraqueza para os outros?

Não me encaixava em lugar algum, andava com o grupo dos considerados pouco inteligentes, bonitos ou bem sucedidos, mas ainda assim era o meu grupo.

Colecionávamos o que hoje se chama de bullying*. A maioria deles ligados a nossa aparência ou as notas não muito elevadas.

Sim, tinha muitas dificuldades na escola, especialmente nas disciplinas de exatas e biológicas, notas elevadas apenas em português, literatura, história e geografia.

Com isso era cobrada em casa, e muitas vezes comparada com minha irmã que tinha notas excelentes no boletim.

Sofria preconceito por não esta no padrão de beleza da época. Me cansei de contar quantas piadas, deboches e até mesmo agressões físicas que sofri por esta acima do peso.

Isso tudo somado as mudanças físicas pelas quais um adolescente passa fizeram com que a depressão se instalasse em meu coração.

Eu tinha fé em Deus, era espírita kardecista, assídua nas reuniões e cursos, porém nada disso mudava meu coração.

Lia muitos livros espíritas que tratavam a respeito da depressão, entretanto, nenhum deles foi capaz de mudar a minha situação.

Eu orava a Deus, pedia ajuda, mas havia uma distância gigantesca entre nós.

E isso, me fazia acreditar que Ele estava ocupado demais para meus problemas.

Os anos foram passando e a depressão aumentando. Com 22 anos tomei uma decisão!

Além das medicações, consultas com psiquiatra e psicóloga e de frequentar uma casa espírita, faria tudo que me indicassem como forma de trazer felicidade.

Passei a frequentar festas, a beber e a me relacionar com pessoas que apresentavam vários vícios e problemas.

A euforia me dava a falsa ideia de que tinha encontrado o caminho da felicidade.

Contudo, passado o efeito da bebida alcoólica, continuava sendo a infeliz de sempre.

Quando deitava na minha cama e pensava nas loucuras que fazia me sentia ainda mais vazia.

Não dormia direito, tinha insônia e quando pegava no sono os pesadelos me atormentavam.

 

Certo dia, arrumando casa, peguei um CD da minha irmã, do Ministério de Louvor Diante do Trono e lendo as músicas vi uma que tinha o nome Esperança.

 

 

Sabia bem o significado dessa palavra, embora acreditasse ser algo distante e impossível de acontecer na minha vida.

Então, resolvi ouvir a canção e pela primeira vez em 6 anos encontrei algo que acalmava meu coração.

Todos os dias, literalmente, antes de dormir eu ouvia essa música.

Chorava como um bebê, pois era quando acreditava que Deus me visitava e ficava perto de mim.

O tempo foi passando e as festas, shows, boates, amizades e vícios já não conseguiam enganar a minha dor.

Não tinha coragem de finalizar minha vida de uma só vez, foi então que comecei a acabar com ela lentamente.

Em um desses dias o fim parecia ter chegado. O dia que finalmente meu sofrimento acabaria, a dor, a angustia sumiriam eternamente do meu peito.

Estava morrendo, meus olhos começaram a escurecer o som das vozes das pessoas ficava distante e meu corpo já não parecia me pertencer.

Ouvia o desespero da minha amiga, mas não me importava eu queria que a dor sumisse.

Até que morrendo encontrei a vida!

Creio que naquele dia Deus me resgatou das trevas usando a vida de um colega de faculdade.

Enquanto ao meu redor pessoas riam e debochavam da minha situação, sem se darem conta da gravidade, ele estendeu sua mão.

Mais do que isso, ele me carregou no colo, me retirou do chão e começou a me despertar.

Aos poucos a escuridão foi se dissipando, o som das vozes se aproximava, comecei a sentir minhas mãos e pés e a vida que escorria pelo chão estava de volta ao meu corpo.

Aquela experiência de quase morte me fez pensar na vida que eu levava.

De que adiantava fazer o que todos os jovens faziam se isso não me dava paz, alegria e descanso?

Morrer seria a solução? E depois? Eu não tinha certeza do que me aguardava na vida após a morte.

Como ficaria minha família? Que tristeza traria para sempre ao coração dos meus pais e da minha irmã.

Nesse processo de buscas e questionamentos Jesus estava entrando na minha casa por meio da minha irmã.

Ela havia conhecido um missionário no hospital onde fazia estágio e foi até a igreja ouvir a Palavra de Deus.

No dia em que foi a igreja teve um encontro sobrenatural (inexplicável) com Deus e por meio dessa experiência cresceram no meu coração mais questionamentos sobre a vida.

Essa sou eu, viva e vivendo para Jesus!

Compartilhei com um colega de faculdade, que depois viria a se tornar meu melhor amigo, tudo o que aconteceu.

Com paciência ele me explicou o plano da salvação, disse que Jesus havia morrido na cruz do calvário levando meus pecados, dores e enfermidades.

Ainda, como se fosse hoje, lembro dele dizendo: “entregue seu coração para Jesus, você não vai se arrepender! Essa será a melhor escolha de toda a sua vida!”

Saiba como conhecer Jesus Cristo, a viva esperança!

Saí daquele encontro com muita esperança. Pela primeira vez, em 6 anos acreditei que havia esperança para mim.

Exatamente seis dias depois estava na mesma igreja que minha irmã havia conhecido Jesus, a CERV, declarando com minha boca e crendo no meu coração que Ele morreu por meus pecados e aceitando esse sacrifício como único meio de obter vida abundante e vida eterna. 

Morrendo encontrei a vida

Pela primeira vez senti alegria, sorri sem hipocrisia e dormi em paz. Não precisava ouvir uma canção de esperança, porque a esperança estava vivendo em mim!

Este ano completou 10 anos que encontrei a vida e uma razão para viver.

Por isso, ainda que pareça impossível ser feliz nesse mundo mau e repleto de problemas, afirmo que é possível!

Há alguém que te ama e deseja ocupar o vazio que há no seu peito enchendo-o de esperança, alegria e paz.

E esse alguém é Jesus Cristo de Nazaré!

Ele te ama e te recebe do jeito que está. Ele valoriza seu exterior e principalmente seu interior e te dará uma razão para viver e ser feliz!

Não acredite na mentira que diz que Deus não pode intervir no seu caso ou que Ele está longe, não Deus está perto e deseja salvar você!

Se você deseja confessar Jesus como seu Senhor e Salvador e receber uma oração ligue:

(31) 3451-5956 / 993096957 (whatsApp)

 

Lembre-se: Há esperança para você!

 

Kátia Brito


*Bullying: A Lei nº 13.185, em vigor desde 2016, classifica o bullying como intimidação sistemática, quando há violência física ou psicológica em atos de humilhação ou discriminação. A classificação também inclui ataques físicos, insultos, ameaças, comentários e apelidos pejorativos, entre outros.