Tag: testemunho

Ganhando almas pela dor

Ganhando almas pela dor, assim tem sido a vida de muitos missionários espalhados sobre a Terra.

 

Debaixo de perseguição, sofrimento, perdas, escassez, muitos irmãos têm pregado o Evangelho por amor a Cristo e as almas.

 

 

 

Esses irmãos deixam tudo para cumprir a vontade do Senhor Jesus: Ir por todo o mundo e pregar o Evangelho.

 

 

 

Em Atos, capítulo 16, versos 16 ao 40, nos é apresentado o testemunho de Paulo e Silas.

 

Esses dois homens eram servos do Senhor e por pregarem o Evangelho, passaram por muitas dores, vejamos a seguir:

 

“Certo dia, indo nós para o lugar de oração, encontramos uma escrava que tinha um espírito pelo qual predizia o futuro. Ela ganhava muito dinheiro para os seus senhores com adivinhações.
Essa moça seguia a Paulo e a nós, gritando: “Estes homens são servos do Deus Altíssimo e lhes anunciam o caminho da salvação”.
Ela continuou fazendo isso por muitos dias. Finalmente, Paulo ficou indignado, voltou-se e disse ao espírito: “Em nome de Jesus Cristo eu lhe ordeno que saia dela! “
No mesmo instante o espírito a deixou.
Percebendo que a sua esperança de lucro tinha se acabado, os donos da escrava agarraram Paulo e Silas e os arrastaram para a praça principal, diante das autoridades.
E, levando-os aos magistrados, disseram: “Estes homens são judeus e estão perturbando a nossa cidade, propagando costumes que a nós, romanos, não é permitido aceitar nem praticar”.
A multidão ajuntou-se contra Paulo e Silas, e os magistrados ordenaram que se lhes tirassem as roupas e fossem açoitados.
Depois de serem severamente açoitados, foram lançados na prisão. O carcereiro recebeu instrução para vigiá-los com cuidado.
Tendo recebido tais ordens, ele os lançou no cárcere interior e lhes prendeu os pés no tronco.
Por volta da meia-noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos a Deus; os outros presos os ouviam.
De repente, houve um terremoto tão violento que os alicerces da prisão foram abalados. Imediatamente todas as portas se abriram, e as correntes de todos se soltaram.
O carcereiro acordou e, vendo abertas as portas da prisão, desembainhou sua espada para se matar, porque pensava que os presos tivessem fugido.
Mas Paulo gritou: “Não faça isso! Estamos todos aqui! “
O carcereiro pediu luz, entrou correndo e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas.
Então levou-os para fora e perguntou: “Senhores, que devo fazer para ser salvo? “
Eles responderam: “Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa”.
E pregaram a palavra de Deus, a ele e a todos os de sua casa.
Naquela mesma hora da noite o carcereiro lavou as feridas deles; em seguida, ele e todos os seus foram batizados.
Então os levou para a sua casa, serviu-lhes uma refeição e com todos os de sua casa alegrou-se muito por haver crido em Deus.
Quando amanheceu, os magistrados mandaram os seus soldados ao carcereiro com esta ordem: “Solte estes homens”.
O carcereiro disse a Paulo: “Os magistrados deram ordens para que você e Silas sejam libertados. Agora podem sair. Vão em paz”.
Mas Paulo disse aos soldados: “Sendo nós cidadãos romanos, eles nos açoitaram publicamente sem processo formal e nos lançaram na prisão. E agora querem livrar-se de nós secretamente? Não! Venham eles mesmos e nos libertem”.
Os soldados relataram isso aos magistrados, os quais, ouvindo que Paulo e Silas eram romanos, ficaram atemorizados.
Vieram para se desculpar diante deles e, conduzindo-os para fora da prisão, pediram-lhes que saíssem da cidade.
Depois de saírem da prisão, Paulo e Silas foram à casa de Lídia, onde se encontraram com os irmãos e os encorajaram. E então partiram”.
Paulo e Silas, nesse relato bíblico, estavam ganhando almas pela dor, dor física, que lhes deram uma família para Cristo.
Mesmo em meio a dor, Deus tinha um propósito: salvar uma família.
Porém, Ele precisava de pessoas com um coração missionário, dedicado ao IDE, com amor e por amor.
Será que seu coração está amando Deus e as almas? O que tem feito para levar Jesus a outras pessoas?
Ouça a mensagem ‘Ganhando almas pela dor’ e pense se você tem pregado o evangelho:

 

 

Comunicação CERV

O culto em família

Passamos, em 2010, uns dias hospedados na casa dos pastores Abe e Andrea Huber, da Igreja da Paz de Fortaleza/CE.

Voltamos impactados pela prática de um princípio tão simples, e ao mesmo tempo tão poderoso: o culto em família.

Até então eu não ignorava este conceito, pois cresci num lar cristão que conhecia esta prática.

E, em nossa própria casa, já havia feito o culto doméstico, embora não com a intensidade e frequência que deveria.

Às vezes orávamos e louvávamos a Deus juntos.

Em outras ocasiões compartilhávamos as Escrituras, embora raramente fazíamos tudo isto junto.

Contudo, depois de participarmos do culto com a família Huber, sentimo-nos muito encorajados a realizar o culto doméstico.

Desde então temos vivido momentos preciosos em família na presença do Senhor, mais do que o que usualmente desfrutávamos.

Adoramos e oramos juntos ao Senhor, nos intercalamos, a cada culto, repartindo uma porção da Palavra e algum testemunho.

Acreditamos que com a prática do culto familiar é quase impossível que o Diabo consiga ferir esta família!

E desde então, não apenas temos nos dedicado a ter nosso culto familiar, como também, convidamos nossos hospedes a participarem.

Sempre com o objetivo de os encorajar a fazer o mesmo!

Precisamos praticar este princípio do culto em família.

O que compartilho a seguir são fragmentos de outros estudos bíblicos, principalmente “A vida espiritual em família” .

Porém, tentei reorganizar e editar a exposição de alguns princípios, de modo a fazer mais sentido na visão do culto familiar que estou abordando aqui.

Exercer liderança espiritual no lar não exige apenas ter um culto com horário específico ou dia marcado, é atividade a ser exercida sempre, em diferentes situações. Mas a prática de um culto em família auxiliará, e muito, a vivência deste princípio.

Cultuar a Deus juntos nas celebrações públicas

Devemos desenvolver o hábito de cultuar a Deus em família, o que envolve – primariamente – o ir juntos à Casa do Senhor, como vemos acontecendo desde os dias do Velho Testamento:

“Todo o Judá estava em pé diante do Senhor, como também as suas crianças, as suas mulheres e os seus filhos.”  (2 Crônicas 20.13)

“No mesmo dia, ofereceram grandes sacrifícios e se alegraram; pois Deus os alegrara com grande alegria; também as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que o júbilo de Jerusalém se ouviu até de longe.”  (Neemias 12.43)

Elcana subia com toda a sua família para adorar ao Senhor (1 Sm 1.1-5).

Acreditamos que pais cristãos devem levar seus filhos à igreja.

É melhor que eles cresçam num ambiente que exalta ao Senhor e Sua Palavra do que num ambiente mundano que exalta o pecado e os prazeres da carne.

Lemos no Evangelho de Lucas que os pais de Jesus o levaram ao templo para consagrarem-no ao Senhor (Lc 2.22-24).

Depois há registros de que o fizeram por ocasião da Festa da Páscoa quando ele estava com 12 anos (Lc 2.41-43).

Mas a maior evidência de que Jesus cresceu exposto ao ensino da Lei na Sinagoga era o conhecimento que Ele trazia (como homem) das Escrituras.

 

Ouça a mensagem o culto doméstico e seja edificado

 

Cultuar juntos em nossa própria casa

Creio que devemos cultivar o hábito de ter um culto familiar em nossa própria casa.

Foi exatamente isto que aconteceu na casa de Cornélio (At 10.33).

A reunião familiar também não precisa acontecer apenas dentro de casa, podemos nos reunir em algum outro lugar (e até mesmo com outras famílias) para buscar ao Senhor:

“Passados aqueles dias, tendo-nos retirado, prosseguimos viagem, acompanhados por todos, cada um com sua mulher e filhos, até fora da cidade; ajoelhados na praia, oramos.”  (Atos 21.5)

Lucas revela-nos, no livro de Atos dos Apóstolos, detalhes de um ambiente de busca ao Senhor nas casas daqueles que os hospedavam:

“E no dia seguinte, partindo dali Paulo, e nós que com ele estávamos, chegamos a Cesaréia; e, entrando em casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. E tinha este quatro filhas virgens, que profetizavam.”  (Atos 21.8,9)

O enfoque das filhas profetizando (como foi predito pelo profeta Joel – Jl 2.28) revela um ambiente de oração e fluir dos dons dentro da casa de Filipe, o evangelista.

Orando juntos

Penso que além de cobrir a vida dos familiares com oração, o cabeça do lar deve proporcionar um ambiente de oração onde os seus não só recebam oração em seu favor, mas também aprendam a orar uns pelos outros.

Além disso, sempre que possível, a família também deve procurar orar junta, assim como pratica o costume de comer junta.

O salmista fala dos filhos à volta da mesa:

“A tua mulher será como a videira frutífera, no interior da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira, ao redor da tua mesa”  (Salmo 128.3)

Muitas famílias deixaram de se reunir à volta da mesa para comer cada um no seu canto, na sua hora, ou até mesmo em frente à televisão. Isto é errado!

A mesa é um lugar de comunhão! Porque deixamos de praticar muitas tarefas em conjunto, como família, é que hoje nos parece algo tão estranho e desconfortável tentar reunir a família para orar e adorar a Deus.

Uma família cristã deve aprender a prática da oração conjunta.

Não quero dizer orar junto o tempo todo, pois a vida de oração e devoção a Deus ainda tem caráter individual, mas isto também deve acontecer no ambiente familiar.

Quando uma família ora junto, goza de princípios operando em seu favor que, seus membros, orando sozinhos, não chegariam a experimentar.

“Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus.

Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”  (Mateus 18.19,20)

A Bíblia mostra que deve haver sintonia natural e espiritual entre a família (o que o apóstolo Pedro aplica ao casal serve também para toda família).

Desentendimentos vão roubar o poder de unidade nas orações, que por sua vez serão impedidas:

“Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil,

e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações.”  (1 Pedro 3.7)

Muitos de nós normalmente não paramos para pensar na responsabilidade que temos como pais.

Se deixarmos nossos filhos entregues à influência do mundo que os cercam (na escola, na mídia, na internet e na vizinhança, etc.) e não os levarmos à presença do Senhor para que aprendam a amá-Lo e temê-Lo, poderemos perdê-los espiritualmente (e eternamente).

 

Cuide bem da sua família

 

Ensinando e corrigindo os filhos

Como pais, temos a responsabilidade de ministrar (e corrigir) nossos filhos no caminho do Senhor:

“E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor.”  (Efésios 6.4)

Quais as consequências de se negligenciar o ensino da Palavra em casa?

Juízo divino para o cabeça do lar, além da evidente rebeldia e frieza espiritual que se manifestará vida dos filhos.

A primeira palavra profética que Samuel proferiu foi contra alguém que ele certamente amava: o sacerdote Eli, que o criara no templo.

E o que Deus disse envolvia a casa dele e sua negligência no sacerdócio familiar:

“Naquele dia, suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado com respeito à sua casa; começarei e o cumprirei.

Porque já lhe disse que julgarei sua casa para sempre, pela iniquidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele não os repreendeu.”  (1 Samuel 3.13)

O Senhor trouxe advertências anteriores, mas Eli não deu ouvidos. Deus está falando de negligência, aqui. Diz que embora conhecesse bem o pecado dos filhos, Eli não os repreendeu.

Toda omissão na vida espiritual do lar sempre trará consequências sérias.

Davi teve problemas com vários de seus filhos.

Se você estudar com calma a história dele, perceberá o quanto ele era negligente em relação a seus filhos.

Adonias, assim como Absalão, se exaltou, querendo usurpar o trono. Mas por trás desta atitude de rebelião, a Bíblia mostra a negligência de Davi como líder espiritual em sua casa:

“Jamais seu pai o contrariou, dizendo: Por que procedes assim?”  (1 Reis 1.6)

Se não queremos sérios problemas futuros com nossos filhos, muito menos a qualidade do relacionamento deles com Deus comprometidos, então precisamos ser dedicados em ministrar, ensinar e proteger espiritualmente as suas vidas.

Quando temos nosso culto familiar instruímos nossos filhos de forma prática sobre como viver o Evangelho entre seus amigos de escola.

Perguntamos e eles abrem o coração sobre suas dificuldades e oramos juntos.

Mas também permitimos que eles compartilhem o que estão descobrindo em seu tempo de leitura e estudo da Bíblia e como podemos aplicar isto em nosso cotidiano.

É claro que não os ministramos só na hora do culto, mas sempre que a ocasião se mostrar necessária.

Porém, descobrimos que, em nosso culto em família, temos um dos melhores ambientes para exercer nossa responsabilidade de, como pais, ensinar a Palavra de Deus a nossos filhos:

“E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração;

e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te.”  (Deuteronômio 6.6,7)

“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.”  (Provérbios 22.6)

Como deve ser o culto?

Nossos cultos familiares variam de quinze minutos a mais de uma hora. Depende do dia e do tempo que temos.

Mas procuramos manter uma estrutura básica. Eis o que fazemos:

1) Adoramos a Deus com canções e declarações de amor e gratidão.

Minha esposa e meus filhos tocam instrumentos musicais, logo é difícil o dia em que não temos uma boa música.

Porém, quando estamos em viagem, longe do violão e do piano, apenas cantamos juntos.

2) Oramos de modo organizado distribuindo os pedidos e alvos de oração e intercessão.

3) Temos um momento de compartilhar da Palavra de Deus. Porém, não é necessariamente uma pregação; é mais um compartilhar que tentamos fazer ser seguido de uma aplicação prática.

Embora, por serem filhos de pregadores, nossas crianças gostem de dar o que eles mesmos chamam de uma “pregadinha”. Isto é o que fazemos em nossa casa.

Contudo, cada um deve decidir a forma como conduzirá o culto em sua própria casa.

Que o Senhor ajude a cada um a, não somente começar este prática, como também a perseverar nela.

Isto será saúde e proteção espiritual para o seu lar!!!

Pr. Luciano Subirá

Aprenda mais sobre ‘O culto em família’, participe, neste mês, do Mês da Família na CERV.

“É Jesus, é Jesus e é Jesus”

Meu nome é Robson de Almeida Lage Junior, tenho 21 anos e há 1 ano e 2 meses sou membro da CERV. Antes de conhecer a Jesus Cristo, eu era um jovem irado que facilmente se enraivecia. Xingava palavrões e utilizava palavras ásperas de forma muito natural, pois me sentia no direito de agir dessa maneira.

Meu relacionamento com meus pais era muito difícil. Não os respeitava de forma alguma e constantemente discutia com eles por motivos banais. Um dos assuntos que geravam brigas era a constante cobrança a respeito de estudos e trabalho. Não tinha interesse algum em estudar e menos ainda em trabalhar. Meu projeto era ficar em casa sem fazer nada e curtir a vida com meus “amigos”. A relação com meu irmão mais velho era péssima, não conversávamos e quando tínhamos algum diálogo logo aconteciam discussões. Os motivos? Sempre fúteis. A única pessoa com quem convivia bem era minha irmã de 7 anos. E as vezes com meus pais, principalmente quando não estavam me cobrando de alguma coisa.

Por não ter paz dentro do meu lar preferia passar horas fora de casa. Me sentia melhor na rua, na companhia dos meus “amigos”, e fazendo tudo que tinha vontade. Enquanto estávamos juntos falávamos e fazíamos muitas besteiras, tínhamos comportamentos e atitudes que nem vale a pena mencionar. Nossos lugares preferidos eram os bares ou os estádios de futebol ou ficar na rua, perto de casa. Não tinha o hábito de consumir bebida alcoólica, raramente consumia. O que valia a pena era ficar longe de casa, pois não haveria cobranças e nem brigas.

Entretanto, em meio a tanta euforia e curtição, no meu interior, dentro do meu coração, havia apenas vazio e tristeza. Quando esses sentimentos ruins aumentavam, o meu desejo era ficar isolado, não queria falar com ninguém, queria ficar sozinho. Em meio a essa situação, meus vizinhos, que são evangélicos e membros da CERV, falaram comigo a respeito de Jesus e da Palavra. Foi a primeira vez que realmente me interessei em aprender sobre o Evangelho, pois já havia ido a  cultos em outras igrejas, porém não tive vontade de permanecer nessas igrejas.  Recebi desses vizinhos o convite para participar do Culto de Ano Novo 2015-2016, na CERV.

Realmente gostei muito da CERV, pois vi nas pessoas sinceridade e nas palavras pregadas a verdade sobre o pecado. Passei a frequentar a igreja aos domingos. Ficava admirado em ver como pessoas tão diferentes podiam viver tão unidas, falando a mesma língua, sendo gentis e amorosas. Continuei a frequentar a igreja até que chegou o Acampadentro de 2016. Participei das pregações pelas manhãs e nos períodos da noite.

Quando cheguei a igreja no domingo à noite, 7 de fevereiro, estava pensativo a respeito da minha vida. Não me recordo muito da pregação do pastor Rafael, mas me lembro de ter, naquela noite, olhado bem para quem eu era, para as minhas atitudes, e compará-las com a verdade que ouvia dentro da igreja. A pregação acabou e permaneci assentado, pensando, até que uma irmã da igreja chegou até mim e perguntou se eu já havia entregado a minha vida a Jesus. Respondi que não. A partir daí ela contou um pouco seu testemunho e falou do amor de Jesus pela minha vida. Em meio à conversa comecei a chorar, pois senti algo no meu coração, hoje sei que era o Espírito Santo me tocando, e percebi que precisava tomar uma atitude e mudar de vida.

Nesse dia entreguei meu coração a Jesus Cristo e me senti uma pessoa melhor, mais leve, diferente. Muitos comportamentos mudaram, entretanto, havia pecados na minha vida que não tinha forças para abandonar. Mas à medida que buscava o Senhor e frequentava os cultos da igreja Ele foi me ajudando a vencê-los. O Espírito Santo me dava, a cada dia, convicção de que Deus tinha um plano para a minha vida e minha família. E para que esse plano se cumprisse, precisaria verdadeiramente me consagrar a Ele e ter um relacionamento íntimo com Cristo.

Passei a orar e a jejuar diariamente, a me separar do pecado e a buscar a santidade no Senhor. Além disso, iniciei aconselhamentos semanais que me ajudaram e ajudam muito a ficar mais firme e forte no Senhor. A pastora Graça, líder da CERV, também conversou muito comigo e me orientou a respeito de muitos assuntos, o que foi de bênção para mim.

Iniciei uma busca incessante pelo batismo com o Espírito Santo, orando, jejuando, estudando a Palavra e participando dos cultos. E também comecei a orar clamando pela salvação da minha família e a interceder pela igreja e meus irmãos em Cristo. Todos os eventos da igreja e cultos sempre clamava a Deus pelo Batismo com o Espírito Santo, queria muito ser batizado.

Após 1 ano, desde a minha conversão, se aproximava mais uma vez o Acampadentro. Minha expectativa era grande, queria muito participar, mas não tinha recursos financeiros. Comecei a orar e a pedir a Deus essa provisão. Dois dias antes de iniciar o Acampadentro recebi a boa notícia de que um irmão da igreja havia me abençoado. Fiquei muito feliz e grato!

Assim que recebi essa notícia a minha oração para Deus foi: “Senhor, que aconteça tudo conforme a sua vontade”. Eu sabia que Deus tinha algum propósito para minha vida neste Acampadentro, pois havia respondido minhas orações a respeito do dinheiro para participar. Permaneci em jejum durante o Acampadentro e orando para ser batizado.

Na segunda, 27 de fevereiro, no período da manhã, o Senhor realizou uma obra de libertação na vida de vários irmãos. Logo em seguida uma unção gloriosa foi derramada na igreja. Nessa hora clamei: “Me batiza, Senhor, me batiza”. E nada aconteceu. Comecei a chorar pensando que devia haver algo errado comigo. Porém, o Senhor usou a vida da pastora Deuslira para me mostrar que precisava continuar buscando e sem desanimar.

No mesmo dia à noite, na vigília, fomos orientados a orar em duplas. Estava orando com um irmão, e enquanto orávamos podia ouvir as pessoas orando em línguas, sapateando, e queria que Deus me tocasse para que acontecesse o mesmo comigo.  Minha dupla de oração estava pulando no Espírito, orando em línguas e segurando as minhas mãos e eu não sentia absolutamente nada. Permanecia orando: “Senhor me batiza, me batiza”. Nesse momento uma obreira da igreja chegou perto de mim e começou a orar batendo na minha cabeça e dizia: “Fala só glória, fala só glória”.

Teve um momento que estava ficando cansado de falar tanta glória. Então a obreira colocou a mão no meu pescoço e repreendeu o Inimigo. Quando ela colocou a mão na minha cabeça novamente veio uma vontade forte de gritar “glória”. Subiu um calor inexplicável. Senti meu rosto queimar e minhas mãos também de forma que não conseguia senti-las.  Enquanto falava “glória” ouvi a irmã dizer: “Você foi batizado, Robson, a língua é sua, a língua é sua”.  Não tinha percebido, mas já estava falando em línguas. De repente caiu um fogo tão grande que não conseguia ficar parado, apenas sapateava e rodava. Foi maravilhoso, foi muito, muito bom!

Deitei no chão, pois não conseguia ficar em pé, de tanto poder. Quando abri os olhos pensei: “Meu Deus o que será que aconteceu comigo, será que já acabou a vigília? ” Não sei dizer quanto tempo fiquei deitado. Assim que levantei me assentei, porque não conseguia ficar em pé. Depois levantei novamente e encostei na parede, e Deus derramou mais fogo sobre mim e sapateei e falei em línguas mais uma vez.

Quando parei de falar em línguas me ajoelhei e comecei a declarar: “É Jesus, é Jesus, é Jesus” e o tempo todo tinha vontade de declarar essa verdade. Não estava preocupado, muito menos com vergonha de estar ali e as pessoas me verem.  Só tinha vontade de dizer: “É Jesus, é Jesus e é Jesus” (assista ao vídeo que registrou esse momento tão especial na vida de Robson). Algumas vezes falava sorrindo, outras chorando, às vezes mais sério, às vezes mais alto, não importava, só queria declarar: “É Jesus! ” Naquele dia fui dormir quase amanhecendo o dia, pois não conseguia parar de falar em línguas e de sentir aquele poder de Deus na minha vida.

Depois dessa experiência gloriosa, me sinto uma pessoa muito mais feliz, principalmente por saber que agora estou revestido de poder do Espírito Santo, e isso é maravilhoso! Sou muito grato a Cristo por ter me salvado, libertado e batizado. Sou um novo Robson Junior, para a glória de Deus, e a cada dia, sempre melhorando na presença do Senhor!

Robson Almeida Lage Junior

Assista ao vídeo que registrou uma porção do que foi o glorioso batismo com o Espírito Santo, recebido por Robson:

Conheça o nosso ministério, faça-nos uma visita! Estamos localizados à Rua Érico Veríssimo, 1167 – Santa Mônica.
Mais informações, ligue: (31) 3451-5956 ou envie um e-mail para: contato@restaurandovidascerv.com.br

 

Quando DEUS nos poda

“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda.”  (Jo 15.1,2)

Este texto nos ensina que o ramo que não dá fruto o Senhor corta, mas o que está dando fruto Ele poda. O ramo que frutifica é aquele que está na igreja e vive o evangelho. Para esse Deus tem mais. Não importa o quanto você é frutífero no Reino, por meio da poda do Agricultor, você pode dar mais fruto.

Em paisagismo e jardinagem, a poda é a prática de remover partes doentes, não produtivas ou indesejadas de uma planta. A proposta é dar forma à planta, controlando ou direcionando o seu crescimento, mantendo sua saúde ou aumentando o rendimento e qualidade das flores e frutos. É interessante pensar que, mesmo dando fruto, galhos e partes doentes se desenvolvem num ramo de forma que ele necessite de poda. Se a poda não for feita, essas partes poderão impedi-lo de dar mais fruto.

Pedro experimentou isso ao ser alertado por Jesus acerca de sua negação. Contudo, afirmou sua autossuficiência dizendo que jamais O negaria. Sobre isso Jesus disse:

“Simão, Simão, Satanás pediu vocês para peneirá-los como trigo. Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos” (Lc 22 31,32).

Observe que Jesus não orou para que a situação não acontecesse, mas para que a fé de Pedro não desfalecesse. Veja também a expressão “peneirar como trigo”. Na peneira há uma seleção: retira-se do trigo o que não é bom, restando ao final apenas o grão puro. Logo, a peneira nos traz a mesma ideia da poda. Pedro não seria destruído pela situação, mas peneirado ou podado para que pudesse ser um excelente grão de trigo e assim fortalecesse os seus irmãos.

No processo de amadurecimento espiritual passamos por “peneiras” que, embora num primeiro momento pareça nos destruir, ao final, será apenas uma poda de impurezas que redundarão em um cristão melhor e mais maduro, capaz de frutificar e abençoar a muitas vidas!

Drummond Lacerda

O que podemos aprender com a palmeira

“O justo florescerá como a palmeira…” (Sl 92.12).

A Bíblia está cheia de metáforas. São figuras e imagens que nos apresentam lições morais e espirituais. Aqui, no texto em tela, o justo é comparado com a palmeira. É claro que, no caso de Israel, o escritor está falando da tamareira, pois é a árvore mais conhecida na região e uma das primeiras fontes de renda na agricultura.

Vejamos que lições podemos aprender com a palmeira:

Em primeiro lugar, o justo cresce verticalmente. A tamareira cresce para cima, para o alto, para o céu. Assim é o justo. Sua vida é reta e cresce verticalmente. Isso fala de sua retidão e integridade. O justo não tem em seu caráter sinuosidades. Sua vida é reta. Sua conduta é ilibada. Seu testemunho é irrepreensível. Seu crescimento é para o alto!

Em segundo lugar, o justo tem uma vida útil. Tudo na tamareira é útil. Suas raízes, seu caule, suas folhas e seus frutos. Assim é o justo. Sua vida é uma bênção para a família e para a sociedade. Sua presença no mundo é abençoadora. Suas palavras são terapêuticas e suas obras são marcadas pela bondade. Seus frutos são doces e nutritivos.

Em terceiro lugar, o justo tem uma vida bela aos olhos de Deus e dos homens. A palmeira ou a tamareira enfeita o ambiente hostil onde cresce. No meio do deserto ela desfralda suas folhas robustas. No meio da seca severa, ela mantém seu verdor. Sua folhagem não murcha nem perde a sua beleza. Assim é o justo. Ele é belo aos olhos de Deus e seu testemunho é reconhecido na terra.

Em quarto lugar, o justo mantém-se firme mesmo em tempos de duras provas. A tamareira cresce no deserto, floresce em lugares áridos, frutifica em ambientes hostis. Suas raízes são castigadas pelo tropel de camelos e feras. Seu caule e suas folhas são surradas por rajadas dos ventos quentes do deserto. Seus frutos suculentos são amadurecidos sob o calor implacável, imposto pelo sol causticante. Assim é o justo, mesmo sendo duramente provado, permanece firme, pois está plantado em Deus, é sustentado por Deus e frutifica para a glória de Deus.

Em quinto lugar, o justo produz frutos que exaltam a Deus e abençoam o próximo. As tâmaras são apreciadas no mundo inteiro. É um fruto doce, nutritivo e nobre. É o mais importante produto da agricultura de Israel. É um importante fator da economia da região árida do deserto da Judeia. O justo produz, também, frutos dignos de arrependimento. O fruto do Espírito pode ser encontrado em sua vida. Não tem apenas folhas, mas frutos, muitos frutos que glorificam a Deus e abençoam o próximo.

Em sexto lugar, o justo aponta para a verdadeira fonte da vida. Onde o viajor cansado, pelos desertos áridos, vislumbra uma tamareira, sabe que ali existe um oásis, lugar de abrigo e refrigério. A tamareira é um ponto de referência no meio do deserto inóspito. Assim é o justo. Ele é plantado junto à fonte e sua vida aponta para Deus, o verdadeiro manancial da vida. Aqueles que andam errantes pelos desertos da vida, olham para ele, e podem encontrar a fonte da vida, um lugar de abrigo sob as asas do Onipotente Deus.

Em sétimo lugar, o justo é vitorioso em sua jornada. A folha da palmeira ou da tamareira é um símbolo de vitória. Quando erguida e acionada, com uma bandeira no mastro, ela proclama a vitória daqueles que a ostentam. Assim é a vida do justo. Ele é mais do que vencedor em Cristo. Sua vitória não decorre de sua beleza intrínseca nem de sua força pessoal. Sua vitória vem de Deus. Apesar de sua fraqueza, triunfa. Apesar de habitar numa tenda rota, será revestido com um corpo de glória! O justo florescerá como a palmeira!

Rev. Hernandes Dias Lopes

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén