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Ouvir e obedecer

Ouvir e obedecer

Essa deve ser uma atitude constante na vida do filho de Deus. Mas, você pode questionar: ouvir quem e o quê?

 
A resposta a essa pergunta se encontra na Palavra de Deus:
 
 
Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu, ó Israel (Isaías 48.12 a)
 
 
 
Ou seja, o crente, filho do Senhor Deus deve ouvir a Sua voz e a Sua Palavra!
 
 
Porém, será que você gosta de ouvir e obedecer? ou gosta só de falar e fazer sua própria vontade?
 
 
No versículo acima, Deus está clamando ao seu povo, a seus filhos que o ouçam e dar ouvidos a Deus, segundo a Bíblia, significa obedecer.
 
 
Na Bíblia é apresentado o exemplo do pequeno Samuel que tarde da noite, deitado em sua cama, ouviu a voz de Deus:
 
 
“O Senhor chamou: Samuel! Samuel! Ele respondeu: Eis-me aqui” (1 Sm 3.4)
 
 
A criança não teve discernimento, por ainda estar tomando leite espiritual, ser imatura.
 
 
Entretanto, ainda há muitos crentes que, embora tenham anos de convertidos, ainda são crianças espirituais, sem discernimento, sem reconhecer a voz de Deus.
 
 
 
 
 
As pessoas têm tempo para tudo: celular, dormir, viajar, passear, assistir TV, ficar na Internet e etc, mas não têm tempo de ler e estudar a Bíblia.
 
 
Não têm tempo de ouvir e obedecer.

 

Com essa escolha, entra ano e sai ano, a pessoa permanece da mesma forma. Não apresenta mudança alguma.

 

 

Na vida espiritual não deve haver estabilidade, como na vida financeira, mas sim desenvolvimento e crescimento.

 

 
Ou você sobe a cada dia ou você desce!
 
 
Existem muitas vozes: do homem, de Satanás e de Deus.
 
 
E a qual voz você tem dado ouvidos?
 
 

Mas o que me der ouvidos habitará em segurança, e estará livre do temor do mal (Pv. 1.33)

 
 
Dar ouvidos a voz de Deus além de proporcionar crescimento e maturidade espiritual é garantia de segurança física e espiritual.
 
 
Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha (Mt 7.24)
 
 
Portanto, o que se dedica a ouvir as Palavras de Deus e as coloca em prática (obedece) se torna um homem, uma mulher prudente.
 
 
 
 
 
 
Essa pessoa prudente, agindo como no versículo acima, está prevenida de cometer erros ou cair em qualquer cilada maligna.
 

Agora, pois, filhos, dai-me ouvidos, e não vos desvieis das palavras da minha boca ( Pv 5.7)

 
 
 
Por isso, a Bíblia afirma como é importante dar ouvidos e obedecer a voz de Deus.
 
 
Pois isso determinará um presente e um futuro abençoado nesta terra.
 
 
E você? Tem ouvido e obedecido a voz de Deus e a Sua Palavra?
 
Ouça a mensagem ‘Ouvir e obedecer’ e reflita sobre a sua vida diante deste assunto:
Parte 1
Parte 2

 

Comunicação CERV

Simplesmente obedeça

​A fé não é cega, pois está edificada sobre Deus. Por isso, a fé não discute, apenas obedece. Abraão foi chamado o pai da fé e ele demonstrou essa verdade em sua vida. A fé em Deus é provada pela obediência.

Não somos o que falamos nem o que sentimos. Somos o que fazemos.

Destacaremos, aqui, três episódios na vida de Abraão:

​Em primeiro lugar, Abraão sai de sua terra para ir para uma terra que Deus lhe mostraria. Abraão não discutiu com Deus, não avaliou os riscos nem adiou a decisão. Simplesmente obedeceu.

Tinha setenta e cinco anos, quando começou uma nova empreitada em sua vida, movido pela fé. Precisava romper laços, deixar para trás sua terra, seu povo, sua cultura, sua religião.

Movido, entretanto, pela confiança em Deus, obedece sem tardança, para formar uma nação e ser o pai de uma grande multidão. A fé é certeza e convicção.

Não está edificada sobre sentimentos, mas sobre a maior de todas as realidades, o caráter de Deus.

Você tem obedecido a Deus? Tem andado pela fé? Tem descansado no cuidado divino?

Onde está sua segurança: em sua nação, em sua família, em sua cultura, em seus bens? Ponha seus olhos em Deus e viva pela fé!

Saiba como obedecer a Deus totalmente

​Em segundo lugar, Abraão, sendo o líder da família, dá a Ló a liberdade de escolha. Houve um conflito entre os pastores de Abraão e os pastores de Ló. Não podiam viver em harmonia mais.

Abraão poderia ter despedido Ló, mas deu a ele a liberdade de escolher para onde queria ir. Ló escolheu as campinas verdejantes e deixou para Abraão os lugares secos.

A confiança de Abraão não estava na geografia de suas terras, mas em Deus. Não confiava na provisão, mas no provedor.

Não tinha seus olhos postos nos campos da terra, mas no Senhor do céu. Foi nesse momento que Deus prometeu dar a ele tudo quanto podia avistar no Norte e no Sul, no Leste e no Oeste.

Mais tarde, Ló foi capturado e levado cativo pelos reis daquela terra e Abraão não hesitou em sair em sua defesa.

Enfrentou riscos para salvar seu sobrinho e sua família. Obteve retumbante vitória. Foi-lhe oferecido despojos, mas Abraão recusou.

Ele não queria nenhuma riqueza que não viesse das mãos do próprio Deus. Seus olhos não estavam na recompensa dos homens, mas na dádiva de Deus. Coisas materiais não seduziam o coração deste homem, cujo coração estava em Deus.

​Em terceiro lugar, Abraão atende a voz de Deus e oferece a ele seu filho amado. Abraão abriu mão de sua terra, de seus bens e agora, abre mão de seu filho Isaque.

Deus ordena Abraão a ir ao monte Moriá, para ali oferecer Isaque em holocausto. Abraão não argumenta com Deus nem adia a viagem de três dias rumo ao monte do sacrifício.

Aquele supremo sacrifício era para o pai da fé um ato de adoração. Havia no seu coração a plena convicção de que Deus providenciaria um cordeiro para o sacrifício.

Acreditava até mesmo que Deus poderia ressuscitar seu filho. Sua fé não é vacilante. Sua confiança é inabalável. Seus olhos não estão nas circunstâncias nem depende de seus sentimentos.

Abraão tem seus olhos em Deus e vive pela fé. Renuncia tudo por Deus. Entrega tudo a Deus. Confia plenamente em Deus.

Então, Deus poupa seu filho, providencia um substituto para o holocausto e amplia ainda mais suas promessas e bênçãos a esse veterano da fé.

Saiba como obedecer a Deus totalmente

Oh, que Deus nos faça conhece-lo na intimidade! Que Deus nos capacite a viver nessa absoluta dependência!

Que tenhamos total desapego das coisas para dependermos plenamente de Deus!

Que tenhamos a coragem de entregar tudo a Deus, inclusive nossa vida, nossos bens, nossa família, nossos filhos, nosso futuro.

Deus jamais desampara aqueles que nele esperam. Ele jamais fica em dívida com aqueles que nele confiam. Em Deus podemos confiar!

Rev. Hernandes Dias Lopes

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Deus que fala

Deus é um Deus de relacionamento, de intimidade e que tem o interesse de se fazer conhecido ao homem.

O prazer Dele é ter comunhão com os seus filhos e de declarar seus caminhos perfeitos àqueles que o buscam.

Hoje, o Senhor quer estabelecer com você uma história de comunhão e amizade. Ensiná-lo a ouvi-Lo e a viver segundo a direção que Ele lhe conceder.

Ouça a mensagem “Deus que fala” e permita que o Espírito Santo desperte o seu coração para ouvir a voz do Deus Todo Poderoso:
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Não olhar atrás (Parte 2)

Na semana passada iniciamos o estudo “Não olhar atrás”, do pastor Luciano Subirá. Aprendemos o  que significa “Não olhar atrás”  a partir do mau exemplo da mulher de Ló.

Ela se apegou ao passado e perdeu a sua vida. Poderia ter desfrutado de um novo tempo na presença do Senhor e de sua família, mas sua escolha trouxe uma consequência irreversível.

Hoje, aprenderemos a respeito de como nos desprender, renunciar o que nos afasta de Deus e que é possível escolher não abandonar a Cristo.

Dificuldade de desprendimento

Olhar atrás fala da dificuldade de desprendimento. Matthew Henry declarou: “A primeira lição na escola de Cristo é a abnegação.”

Há muita gente que não consegue se desprender das coisas das quais Deus os libertou. Aquilo que um dia te prendeu, potencialmente ainda é um perigo. Por isso Paulo advertiu aos gálatas dizendo:

“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão”. (Gálatas 5.1)

O apóstolo nos revela que o mesmo jugo de escravidão que nos oprimiu um dia, tentará pesar sobre nossos ombros novamente.

Precisamos entender que o fascínio do mundo e os pecados que nos acorrentaram um dia, ainda são um perigo para nós depois da conversão. Se não quebrarmos os vínculos com o passado, podemos nos ver pressos de novo. Assim como a mulher de Ló foi roubada de sua vida tornando-se uma estátua de sal, podemos também perder a vida de Deus em nós pelo fato de olhar para trás.

É por isso que nossa primeira mensagem deve ser sempre o arrependimento. Esta era a mensagem de Jesus (Mc 1.15). Era a mensagem que ele deu aos apóstolos (Lc 24.47). É um dos rudimentos da doutrina de Cristo (Hb 6.1,2). Quando mostramos a alguém que ele é um pecador, qual sua condição em consequência disto, bem como o preço colhido do pecado, estamos levando-o a uma possível quebra de vínculos com seu passado.

Sem um profundo arrependimento e dor pelo pecado, o crente pode ter saudades daquilo que deixou e olhar para trás.

No coração voltaram ao Egito

Existe dois tipos distintos de desviados. Há aquele tipo de desviado que vira as costas para Jesus e a Igreja e volta para o mundo:

“…Demas me abandonou, tendo amado o mundo presente, e foi para Tessalônica…” (2 Timóteo 4.10)

E também há aquele tipo de desviado que se desvia só em seu coração, embora continue fisicamente no caminho. Foi a estes que Estevão se referiu em sua mensagem, quando mencionou a geração de israelitas que saiu do Egito e rejeitou o ministério de Moisés:

“É este Moisés quem esteve na congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai e com os nossos pais; o qual recebeu palavras vivas para no-las transmitir. A quem nossos pais não quiseram obedecer; antes, o repeliram e, no seu coração, voltaram para o Egito, dizendo a Arão: Faze-nos deuses que vão adiante de nós; porque, quanto a este Moisés, que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu. Naqueles dias, fizeram um bezerro e ofereceram sacrifício ao ídolo, alegrando-se com as obras das suas mãos”. (Atos 7.38-41)

A frase: “no seu coração voltaram ao Egito” revela a atitude de olhar para trás e desejar aquilo que foi antes deixado. Eles não voltaram literalmente ao Egito, da mesma forma como muito crente não chega a abandonar a Igreja, mas no seu íntimo viviam lá, como muito crente faz, sem se desligar das práticas (ou fantasias) mundanas.

Veja o que a Bíblia diz sobre como procediam:

 “E o populacho [povo misto] que estava no meio deles veio a ter grande desejo das comidas dos egípcios; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar e também disseram: Quem nos dará carne a comer? Lembramo-nos dos peixes que, no Egito, comíamos de graça; dos pepinos, dos melões, dos alhos silvestres, das cebolas e dos alhos. Agora, porém, seca-se a nossa alma, e nenhuma coisa vemos senão este maná”. (Números 11.4-6)

Tem muito crente assim na Igreja. Gente que sente saudades da bebida, das drogas, do sexo ilícito, das festas e de toda sujeira mundana e do pecado do qual foram libertos por Jesus. Eu acho isto muito, muito curioso. Não se lembram que antes eram escravos, que sofriam, que era um tempo difícil e de perseguição. Conseguem ter saudades apenas do que eles achavam que era bom. Esta atitude interior de saudade do que foi deixado, é olhar para trás como a mulher de Ló olhou. É voltar ao Egito, ainda que não seja de modo literal.

No coração, estão voltando para lá. Na verdade, acredito que antes do desvio que envolve o abandono de tudo, a pessoa começa se desviando em seu coração. Por isso a experiência de conversão não deve ser banal. A pessoa tem que saber valorizar aquilo que está abraçando e saber rejeitar para sempre o que está abandonando. O arrependimento genuíno produzirá este tipo de atitude em nós.

Como guardar-se de voltar atrás

O que podemos fazer, de forma prática, para não incorrer no erro de olhar atrás?

Quero, de forma resumida, oferecer alguns conselhos objetivos:

Consciência espiritual

O Senhor Jesus instituiu a Ceia da Aliança com o propósito de nos manter conscientes da sua morte e redenção por nós (1 Co 11.24,25). Isto nos faz perceber que devemos alimentar a gratidão e o compromisso através da lembrança do que foi feito por nós.

Esquecer-se do que éramos e do Cristo fez por nós é pura ingratidão. Pedro se refere de forma negativa àqueles que se esqueceram da purificação de seus pecados de outrora:

“mas aquele em quem não há estas coisas, é cego, vendo só o que está perto, porque se tem esquecido da purificação dos seus pecados antigos”. (2 Pedro 1.9 – TB)

Para olhar para trás é preciso se esquecer do que éramos e do preço que foi pago. Portanto, uma boa forma de nos guardar é manter o nosso coração consciente destes fatos em todo o tempo. Assim, não mais olharemos atrás e nos conservaremos firmes em nossa fé.

Firmeza

Alguns acham que nada devemos fazer por nossa firmeza, mas o fato é que as Escrituras nos ensinam que devemos intencionalmente fazer mais firme a nossa vocação, evitando assim de tropeçar, ou voltar atrás.

“Por isso, irmãos, ponde cada vez maior cuidado em fazer firme a vossa vocação e eleição; porque fazendo isto, não tropeçareis jamais. Pois assim vos será dada largamente a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. vinda de Cristo”. (2 Pedro 1.10,11 – TB)

Somos ordenados pela Palavra do Senhor a vigiar e cuidar de nossa própria firmeza. Contudo, muitos crentes vivem como se nunca tivessem recebido esta ordem. Transferem o cuidado de si sobre outros, mas o fato é que isto é responsabilidade nossa, e de mais ninguém:

“Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que… descaiais da vossa própria firmeza”. (2 Pedro 3.17)

Prevenir-se. Acautelar-se. São palavras que indicam uma atitude (e responsabilidade) que Deus nos deu. E o propósito e não descair da própria firmeza. Ao falar assim, o Senhor nos mostra que a queda é uma possibilidade, mas nos mostra que pode ser evitada por prevenção e cuidado.

Voto de compromisso

Acredito que em nosso coração devemos firmar um compromisso formal com Cristo de não deixá-lo jamais. Ele prometeu que estaria conosco todos os dias (Mt 28.18). Também prometeu não nos abandonar:

“…porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei”. (Hebreus 13.5)

Se Deus prometeu não nos abandonar, porque nós não deveríamos fazer o mesmo?

Penso que cada cristão deveria se comprometer a não mais voltar atrás. Prometer isto em seu coração e também com sua boca, da mesma forma como um cônjuge se compromete com outro: sabendo que é para sempre e que não se pode mais voltar atrás. Imagine uma noiva dizendo ao seu noivo, no dia do casamento, que não poderia garantir se conseguiria ser fiel ou não, que seria melhor não prometer nada para não correr o risco de quebrar uma promessa…

Não devemos ter medo do compromisso, pois isto seria o mesmo que entrar já não acreditando na duração de um relacionamento. Devemos pensar bem antes de entrar, e então entrar para não mais voltar atrás.

Deus está nos chamando a renovar nosso compromisso e aliança com Ele, e firmarmo-nos cada dia mais em nossa fé e andar n´Ele. Como você responderá a Ele?

Pr. Luciano Subirá

Obediência total (Parte 2)

A OBEDIÊNCIA “PARCIAL” É DESOBEDIÊNCIA

A relativização da obediência e o cumprimento meramente parcial dos mandamentos de Deus é uma forma velada da prática da desobediência!

A aparência e a parcialidade levam à desobediência. Algumas pessoas vivem a aparência; outras, porém, a parcialidade! Outras, ainda, conseguem tropeçar em ambas as coisas!

O rei Saul é um exemplo da pessoa que soma a aparência com a parcialidade e acaba nos mostrando as consequências desastrosas desta escolha. ]

Ele já havia falhado e desobedecido antes (1 Sm 13.8-14), mas manteve a sua mesma postura errada de querer agradar mais ao povo do que a Deus.

Ele era alguém que se preocupava demasiadamente com o conceito que os outros teriam a respeito dele e acabava se esquecendo do conceito que ele teria diante de Deus!

Numa outra ocasião, Saul recebeu uma ordem direta do Senhor:

“Disse Samuel a Saul: Enviou-me o Senhor a ungir-te rei sobre o seu povo, sobre Israel; atenta, pois, agora às palavras do Senhor. Assim diz o Senhor dos exércitos: Castigarei a Amaleque pelo que fez a Israel; ter-se oposto a Israel no caminho, quando este subia do Egito. Vai, pois, agora e fere a Amaleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver; nada lhe poupes, porém matarás homem e mulher, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos.” – 1 Samuel 15.1-3

A ordem divina era muito específica e fácil de se compreender. Contudo, uma vez mais, Saul não obedeceu ao que lhe havia sido ordenado:

“Então feriu Saul os amalequitas desde Havilá até chegar a Sur, que está defronte do Egito. Tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas; porém a todo o povo destruiu ao fio da espada. E Saul e o povo pouparam a Agague, e o melhor das ovelhas e dos bois, e os animais gordos e os cordeiros e o melhor que havia, e não os quiseram destruir totalmente; porém a toda coisa vil e desprezível destruíram.” – 1 Samuel 15.7-9

Esta foi uma desobediência direta ao mandamento do Senhor. E foi exatamente assim que Deus enxergou o ocorrido e declarou a Sua sentença:

“Então, veio a palavra do Senhor a Samuel, dizendo: Arrependo-me de haver posto a Saul como rei; porquanto deixou de me seguir e não executou as minhas palavras. Então, Samuel se contristou e toda a noite clamou ao Senhor.” – 1 Samuel 15.10,11

Saul poderia dar a explicação que quisesse, mas Deus disse que ele havia deixado de segui-lo e que ele não havia obedecido às Suas palavras!

Alguns acham que basta obedecermos a muitos mandamentos do Senhor para agradá-lo, mas Deus não espera uma obediência parcial, e sim total!

  Deus não espera que sejamos fiéis na maior parte do tempo, mas que o sejamos em todo o tempo!

Imagine os noivos, no momento da cerimônia nupcial, fazendo um juramento de fidelidade para a maior parte do tempo! Por mais que se amassem, não gostariam disso!

Deus também não quer que sejamos obedientes a muitos mandamentos, mas a todos! Ele não espera que sejamos fiéis na maior parte do tempo, mas que o sejamos em todo o tempo!

Muitas vezes agimos com uma certa “psicologia de compensação”. Deduzimos que por sermos obedientes em muitas coisas que o Senhor nos pede, então temos “o direito” de falharmos em algumas outras “coisinhas”!

Entretanto, a desobediência praticada em qualquer área das nossas vidas anula a obediência que sustentamos em outras! É isso mesmo! Ou alguém é totalmente obediente, ou é desobediente, pois não há obediência parcial! Tiago escreveu o seguinte sobre isso:

“Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. Porquanto aquele que disse: Não adulterarás, também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém, matas, vens a ser transgressor da lei.” – Tiago 2.10,11

Observe que quem guardasse a maioria dos mandamentos, mas tropeçasse num só deles, estaria quebrando toda a Lei, até mesmo os mandamentos que havia obedecido!

Não temos o direito de escolhermos não perdoar alguém somente porque obedecemos a maioria dos mandamentos da Bíblia.

Não temos o direito de negarmos o perdão a uma única pessoa somente porque já perdoamos muitas outras que nos ofenderam ao longo das nossas vidas.

Sonde o seu coração em oração. Medite nestes textos e princípios, e assuma uma nova postura de obediência.

Muitos em nossos dias estão tentando devotar uma obediência parcial à Palavra de Deus. Não temos o direito de não dizimarmos somente porque já ofertamos! O mesmo Deus que nos ordenou que fizéssemos uma coisa também nos ordenou que fizéssemos a outra!

É hora de considerarmos melhor estas questões e consertarmos o que precisa de conserto em nossas vidas. Sonde o seu coração em oração. Medite nestes textos e princípios, e assuma uma nova postura de obediência.

O ORGULHO DA OBEDIÊNCIA

Por que praticamos esta obediência aparente e parcial? Por que não enxergamos o que fazemos de errado? Creio que muitas vezes nos orgulhamos tanto da nossa obediência que até permitimos ficar cegos para outras questões. Observe o que ocorreu com o apóstolo Pedro:

“E, no dia seguinte, indo eles seu caminho e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao terraço para orar, quase à hora sexta. E, tendo fome, quis comer; e, enquanto lhe preparavam, sobreveio-lhe um arrebatamento de sentidos, e viu o céu aberto e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, vindo para a terra, no qual havia de todos os animais quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu. E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro! Mata e come. Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda. E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ao que Deus purificou. E aconteceu isto por três vezes; e o vaso tornou a recolher-se no céu.” – Atos 10.9-16

Deus deu uma visão ao apóstolo e mandou que ele matasse e comesse alguns animais. Pedro reconheceu que era o próprio Deus falando com ele, mas respondeu: “De modo nenhum, Senhor.”

E a razão pela qual ele não obedeceu a essa ordem de Deus foi justamente o seu histórico de obediência ao mandamento da Lei que proibia o contato com esses animais!

Até aí não é difícil entendermos a Pedro. Não sabemos se ele chegou a imaginar que talvez ele estivesse sendo testado. Entretanto, Deus lhe disse claramente para não considerar imundo o que o Senhor havia purificado.

Mesmo assim, Pedro negou-se a obedecer a esta ordem mais duas vezes seguidas!

O orgulho da nossa obediência (ou da que achamos que temos) pode nos levar a agirmos cegamente e a tropeçarmos em outros princípios. Veja uma outra ilustração bíblica:

“E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo, a orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.” – Lucas 18.9-14

A religiosidade é algo terrível! Eu a defino como o orgulho da obediência. Contudo, este orgulho nos cega e faz com que desobedeçamos em outras áreas. Aquele fariseu errava ao confiar em si mesmo. Errava ao desprezar os outros. E não enxergava os seus próprios tropeços!

Creio que Deus quer restaurar o nosso entendimento e a nossa prática da obediência total a Ele. Isto, porém, deve acontecer, sem que nos tornemos propensos ao orgulho!

É por isso que precisamos entender que a nossa obediência ao Senhor não significa que estejamos fazendo favor algum a Ele! Estamos apenas cumprindo a nossa obrigação!

Eu gostaria de concluir, chamando a sua atenção ao seguinte: Obedecer é fazer apenas o que deveria ser feito! Não somos melhores por isto, pois o próprio Jesus nos ensinou:

“E qual de vós terá um servo a lavrar ou a apascentar gado, a quem, voltando ele do campo, diga: Chega-te e assenta-te à mesa? E não lhe diga antes: Prepara-me a ceia, e cinge-te, e serve-me, até que tenha comido e bebido, e depois comerás e beberás tu? Porventura, dá graças ao tal servo, porque fez o que lhe foi mandado? Creio que não. Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer.” – Lucas 17.7-10

Que o Senhor nos ajude a vivermos em obediência total, pois esta é uma característica dos que amam a Deus:

“Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados.” – 1 João 5.3 

Pr. Luciano Subirá

A importância da Palavra

a-importancia-da-palavra-de-deus-2Após uma longa trajetória de conquistas, Josué, um homem que demonstrou dedicação, obediência e santidade em sua vida, inicia uma série de conselhos à nação de Israel (Js 23.1,2,6,14). Embora muito já havia sido realizado, ainda restavam algumas cidades que Deus prometera ao Seu povo e que precisavam ser conquistadas.

Aquele que tem um Alvo não pode negligenciar a trajetória

Aquele que tem um alvo não pode negligenciar a trajetória. Por isso Josué está compartilhando com Israel o segredo do sucesso de sua jornada: apegar-se à Palavra de Deus e lhe dar a devida importância!

Infelizmente, nossa geração tem se preocupado demasiadamente com os resultados e negligenciado os processos que levam ao sucesso. Como parte do exército de Deus, precisamos aprender que a garantia da nossa vitória não está nas habilidades que possuímos. E sim em ouvir, acolher e obedecer a Palavra de Deus.

Precisamos aprender que a garantia da nossa vitória não está nas habilidades que possuímos. E sim em ouvir, acolher e obedecer a Palavra de Deus.

Josué sabia que a única coisa que poderia derrotar o exército de Israel era sua própria desobediência à Palavra. Se o povo aprendesse a dar a devida importância à ela, seria invencível diante de qualquer inimigo. Por isso, vale a pena dar ouvidos aos conselhos de Josué:

a-importancia-da-palavra-de-deusSe esforce em obedecer: a obediência é algo que precisa ser aprendido e requer disciplina. Aquele que ama a Palavra de Deus lutará contra suas vontades e desejos. Custe o que custar, fará tudo para permanecer obedecendo a Deus e contrariando a sua natureza humana, que gosta de avançar limites e quebrar regras.

Não se desvie: quando Josué fala ao povo para não se desviar da Palavra nem para a direita e nem para a esquerda, está alertando para os perigos existentes nos atalhos e nas margens do caminho. Permanecer no caminho é um ato de perseverança.

Tenha fé: é muito mais que acreditar, é confiar plenamente. Muitos acreditam que um avião pode voar, mas nem todos tem coragem de viajar em um. Assim são muitos cristãos – creem que a Bíblia é a verdade, mas não permitem que suas vidas sejam conduzidas por ela.

Josué foi bem-sucedido porque deu ouvidos aos conselhos de Moisés no início de sua caminhada e foi fiel até o fim. Ele deu primazia à Palavra de Deus em sua vida! Portanto, ainda que pareça loucura, permaneçamos firmes no que Deus nos falou em Sua Palavra!

Texto adaptado do estudo de células Josué, de consolidado a consolidador

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