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Faça a obra de Deus

É mais fácil discutir teologia do que fazer a obra de Deus. Essa foi a tendência dos fariseus que estavam sempre interessados nas discussões, agarrados às tradições dos anciãos, e faziam disso um fim em si mesmo, em vez de fazerem a obra de Deus ou, no mínimo, deixar que a obra fosse feita.

Essa mesma tendência era vista nos discípulos. Ao verem um homem cego de nascença, aproveitaram o ensejo para entrar num território fértil de discussão das causas dessa enfermidade. Queriam discutir opiniões. Queriam debater as causas daquela tragédia pessoal.

Jesus, porém, não alimentou esse viés hermenêutico nem nos seus opositores fariseus nem mesmo nos seus discípulos. Ao contrário, mostrou que a obra de Deus é para ser feita e não discutida. O sofrimento alheio não é para ser especulado e sim aliviado.

Mesmo depois que Jesus ressuscitou dentre os mortos, os discípulos alimentando ainda expectativas messiânicas políticas.

Perguntaram a Jesus se seria no cumprimento da promessa do Pai, com o derramamento do Espírito, que ele restauraria o reino a Israel. Nutriam o desejo de serem os homens de vanguarda nesse reino e de fazer de Jerusalém a capital desse reino.

Jesus, porém, põe o machado da verdade na raiz dessa aspiração equivocada, mostrando a eles, que não lhes competia saber tempos ou épocas, que o Pai havia reservado para sua exclusiva autoridade.

Entenda a força que seu testemunho tem nas mãos do Senhor

Antes, eles deviam receber poder, ao descer sobre eles o Espírito Santo, a fim de se fixarem naquilo que era sua responsabilidade, ou seja, ser suas testemunhas até aos confins da terra.

A igreja recebe poder para fazer a obra e não para discutir a obra. A igreja recebe poder para sair da especulação teológica para o campo da ação missionária. É óbvio que há espaço para a apologética cristã. A defesa da fé é fundamental quando a integridade das Escrituras é atacada. Mas, a igreja viver o tempo todo discutindo e rediscutindo os mesmos assuntos, deixando de lado a agenda da proclamação do evangelho é uma perda de foco.

Precisamos estar atentos para não sermos arrastados para essa agenda da especulação.

Quando Davi estava na eminência de enfrentar o gigante Golias, seu irmão Eliabe quis desviá-lo do foco, fazendo-lhe pesadas críticas. Davi ao perceber sua intenção, deixou-o de lado e concentrou-se no seu alvo, ou seja, vencer o gigantes.

Mais tarde, Neemias, impelido pelo senso de dever e amor ao seu povo, colocou-se nas mãos de Deus para restaurar a cidade de Jerusalém, há cento e quarenta e dois anos debaixo de escombros. Seus opositores tentaram de diversos modos e em diversas circunstâncias paralisar a obra, mas Neemias, com os olhos fixos no alvo, respondeu: “Estou fazendo uma grande obra e não posso descer”. Neemias, não estava disposto a parar a obra para discutir a obra.

Quando os discípulos de Jesus, no sopé do monte da Transfiguração, foram procurados por um pai aflito, rogando-lhes que curasse seu filho lunático, eles não puderam. Estavam desprovidos de poder. Em vez de orar e jejuar, de exercer fé e libertar o jovem endemoninhado pelo poder de Deus, estavam discutindo com os escribas. Desprovidos de poder, haviam perdido o foco. Em vez de fazer a obra, estavam discutindo a obra.

O grande pregador Charles Haddon Spurgeon, disse que o evangelho não é tanto para ser discutido, mas, sobretudo, para ser proclamado.

 

O evangelho é como um leão. Um leão não precisa de defesa, basta soltá-lo. Hoje, nos esmeramos mais em discutir o evangelho do que em pregar o evangelho. Hoje gastamos mais tempo com discussões, algumas empolgantes, outras até mesmo fúteis, do que proclamando o evangelho, que é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.

Erguemos os estandartes de nossas opiniões com zelo incomum, ao mesmo tempo que calamos nossa voz, covardemente, deixando de anunciar aos perdidos o evangelho. Atravessamos mares para fazer um discípulo de nossas ideias, mas não cruzamos a rua para anunciar Cristo aos nossos vizinhos.

Oh, que Deus nos dê discernimento e nos leve ao Cristianismo puro e simples, a fim de que a ação missionária da igreja não seja sepultada debaixo de nossas tradições religiosas nem retardada pelas nossas especulações teológicas.

 

Rev. Hernandes Dias Lopes

Coração missionário

A partir da história de Jonas aprenderemos a respeito do que é ter um coração missionário.

Jonas era um missionário, mas sem um coração missionário, pois trabalhou para que o propósito de Deus para Nínive não se cumprisse.

Deus deu a palavra, entretanto, Jonas não cumpriu a vontade do Senhor, mas a sua própria. Ele escolheu fugir!

Assim como Jonas muitos, hoje, ouvem a voz do Senhor os chamando para executar uma obra, mas se negam a cumpri-la.

Os motivos alegados para o não cumprimento do chamado são muitos: casamento, família, emprego, estudos, dinheiro, dentre tantas outros.

O motivo para Jonas não cumprir a vontade de Deus era o fato de Nínive ser inimiga do seu povo.

Essa atitude demonstra a ausência de um coração missionário, pois para Jonas a único fim que Nínive merecia era a morte.

A partir da sua negativa vamos acompanhando o profeta descer e a sua situação tornando-se difícil.

Aprenda mais sobre missões lendo este artigo

Da mesma maneira ocorre com os filhos de Deus que se negam a cumprir uma ordem divina.

Suas vidas espirituais entrarão em decadência, pois estar fora do lugar que Deus ordena é sinal de desobediência.

E como a própria Bíblia afirma a desobediência atrai a maldição!

E fora do lugar que Deus deseja o prejuízo é para quem descumpre a ordem e para as pessoas que seriam alcançadas pelo Evangelho.

O que você tem feito com o que Deus te deu? Com a sua chamada? Você tem sido resposta para as dores e problemas das pessoas?

Na história, quando a tempestade alcança o barco e todos tentam descobrir o problema, Jonas se posiciona.

Entenda o valor de missões

Ele se declara hebreu e afirma ser o principal problema na situação.

Jonas foi maduro em assumir que estava no lugar errado e na hora errada.

O profeta demonstra maturidade, porém, ainda não apresenta um coração missionário.

Ele pede que o lancem ao mar. O intuito de Jonas seria dar fim a sua vida, pois no mar poderia morrer afogado.

Assim, sua missão não seria cumprida como era o desejo do sue coração.

Entretanto, Deus envia o grande peixe que engole o profeta e proporciona a oportunidade para o arrependimento.

Após o arrependimento acontece o cumprimento da vontade de Deus para a cidade de Nínive.

O desfecho da pregação não foi como o que Jonas esperava. Todos se converteram!

A reação do profeta demonstra que realmente em seu peito não batia um coração missionário.

O coração missionário se alegraria em ver a grande colheita do Senhor.

E você? Tem trabalhando para resgatar vidas? Tem tido alegria e prazer na salvação dos ímpios?

Ao testemunhar da grande salvação do Senhor, Jonas começa a murmurar contra a atitude de Deus.

E Deus responde reafirmando o seu grande amor e misericórdia para com aquela cidade e para com todos que se arrependem.

Como tem sido sua escolha diante do chamado de Deus? Fugindo ou cumprindo fielmente cada palavra que Ele determinou?

Ouça esta mensagem “Coração missionário” e reflita se o seu coração tem sido verdadeiramente missionário:
Aprenda mais sobre o “Coração Missionário” participe do Culto de Missões, no próximo domingo, às 19 horas na CERV. A igreja fica à Rua Érico Veríssimo, 1167- Santa Mônica.
Mais informações ligue: (31) 3451-5956 ou envie um e-mail para: contato@restaurandovidascerv.com.br

Como ganhar almas para Cristo?

John Stott, erudito expositor bíblico, disse que antes de Jesus enviar a igreja ao mundo, enviou o Espírito Santo para a igreja. A obra do Espírito e o testemunho da igreja são inseparáveis. O Espírito Santo capacitou a igreja para ser testemunha tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia, Samaria e até aos confins da terra. O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo. Atos 1.8 é a plataforma missionária de Jesus. É a agenda missionária da igreja. Daremos, aqui, um enfoque à obra missionária em Jerusalém, em nossa cidade, a partir da nossa própria casa.

Para melhor compreensão do assunto em tela, daremos destaque a alguns pontos:

Em primeiro lugar, a capacitação precede à ação missionária. O recebimento de poder precede o testemunho. Testemunhar sem o poder do Espírito Santo é como tentar cortar lenha com o cabo do machado. Em vão é o esforço humano sem o revestimento do Espírito. A igreja não foi autorizada a começar o seu esforço missionário senão depois do revestimento de poder vindo do alto. Hoje, temos muito esforço e pouco resultado. Muito trabalho e poucos frutos. Muitas palavras e pouca manifestação de poder. Pregamos aos ouvidos, mas não pregamos aos olhos. Os homens escutam belos discursos, mas não veem demonstração de poder. Preciso concordar com Charles H. Spurgeon, quando disse que é mais fácil um leão tornar-se vegetariano, do que uma vida sequer ser salva sem a obra do Espírito Santo. Dependemos do Espírito Santo, precisamos do Espírito Santo, carecemos da capacitação do Espírito Santo.

Em segundo lugar, O Espírito Santo é quem nos capacita para a obra missionária. A promessa de Jesus é que os discípulos seriam revestidos com o poder do alto, o poder do Espírito, para testemunhar desde Jerusalém até aos confins da terra. Nenhuma outra preparação por mais refinada, substitui a capacitação do Espírito Santo. Nenhum cabedal teológico, nenhuma erudição humana, nenhuma eloquência angelical poderia capacitar a igreja a testemunhar o evangelho com eficácia. Só o Espírito Santo pode iluminar a mente e aquecer o coração. Só o Espírito Santo pode capacitar o mensageiro, aplicar eficazmente a mensagem e abrir o coração dos ouvintes, dando-lhes uma nova vida.

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Em terceiro lugar, a igreja é o método de Deus para alcançar o mundo. Jesus não comissionou o governo para a proclamação do evangelho nem mesmo delegou essa sublime tarefa aos anjos. A igreja é o método de Deus. O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo. Se nós nos calarmos seremos culpados de uma omissão criminosa. Somos atalaias de Deus. Se o ímpio morrer em sua impiedade sem avisarmos a ele, Deus cobrará de nós o seu sangue. Somos embaixadores em nome de Cristo. Devemos rogar aos homens que se reconciliem com Deus.

Em quarto lugar, o testemunho do evangelho começa em casa. A obra missionária deve ser feita aqui, ali e além fronteiras ao mesmo tempo. Porém, o ponto de partida é a nossa Jerusalém, onde estamos estabelecidos. Não teremos autoridade para pregar para os de fora se não estamos testemunhando para os de dentro. Não podemos começar com os confins da terra se a nossa própria Jerusalém ainda não foi impactada com o poder do evangelho. Não podemos pregar aos estranhos se primeiro não fizemos conhecido o evangelho em nossa própria família. Quando Jesus libertou e salvou o endemoninhado gadareno, não permitiu que ele o acompanhasse para um trabalho itinerante, mas enviou-o de volta aos seus. Nossa família, nossa parentela, nossa cidade devem ser os primeiros redutos a serem atingidos pelo evangelho.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Para saber mais informações a respeito de Missões, participe dos nossos cultos realizados mensalmente no primeiro domingo.
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