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Oração não respondida

Oração não respondida é uma mensagem que mostra a história de vários homens de Deus, que não tiveram respostas as suas orações, conforme pediram.

A Palavra de Deus em At 1:14 afirma:

“Todos esses perseveravam unânimes em oração”

 Uma marca da igreja de Jesus é a oração. Então acerca da oração é importante compreender que:

1) A Igreja nasceu em meio a um ambiente e prática da oração;

2) A oração deve ser uma marca na nossa vida cristã, quando alguém está mal um dos primeiros sinais é parar de orar;

3) A oração é tão importante quanto a leitura da Bíblia

Antes de aprendermos a partir das orações não respondida vejamos alguns exemplos de orações respondidas.

1) Moisés, um homem de conhecimento enciclopédico, intercedeu e o povo de Deus não pereceu no deserto;

2) Neemias, um homem que ao ver a miséria e destruição do seu povo, chorou, jejuou e orou durante alguns dias, e Deus abriu todas as portas para a reconstrução de Jerusalém;

3) Daniel, um homem que ocupou altos cargos na sociedade, mas que sempre lembrou que o seu lugar era ajoelhado, prostrado, rosto em terra, orando ao Senhor. Saiu com vida da cova dos leões.

Aprenda mais sobre este tema com nossas mensagens

E quando as orações não são respondidas?

Experimentei isso com o meu filho, Gabriel José. Orei até o fim para que Deus realizasse um milagre, porém, não aconteceu.

Aos 2 meses e 18 dias de vida, meu filho morreu. E o que mais ouvi das pessoas foram frases do tipo:

“é a vontade de Deus”, “é plano de Deus”, “é propósito de Deus”.

Confesso que relutei com isso, tentei ficar com raiva de Deus por um momento, mas não consegui.

E foi ao ler 1 Sm 2:6 que tive a compreensão que, de fato, o controle das nossas vidas está nas mãos de Deus.

Não temos outro a quem recorrer nos momentos que estamos em perigo ou que o barco parece naufragar, nós, crentes, só temos uma única opção recorrer: Jesus.

Culto após culto são contadas e recontadas histórias que reforçam a nossa fé em Deus, em como Ele vem ao nosso encontro (aliás “De onde me virá o socorro?”), em como o Seu braço forte agiu no passado e age hoje.

Que Jesus Cristo, é sim, aquele que curou doentes e ressuscitou mortos, é o mesmo ontem, hoje e para sempre.

Ele responde orações!

Lembre-se do sol que parou, do fogo que desceu do céu, do filho da viúva que foi ressuscitado.

Então num momento como esse, de dor, nos resta buscar no próprio Deus resposta. Não cobrando explicações disso ou daquilo, mas como devemos prosseguir.

Vejamos agora exemplos de orações não respondidas e de como prosseguir diante da negativa de Deus:

  1. Moisés: Dt 3:23-29

  2. Paulo: 2Co 12:7-9

  1. Jesus: Mt 26:36-39, 44-46

Há um propósito de Deus para tudo, ainda que seja desconhecido a nós.

Entenda mais sobre quando Deus não responde as orações

Ainda que esse propósito esteja escondido na “profundidade das riquezas, da sabedoria e do conhecimento de Deus”.

Talvez o meu e/ou seu propósito seja esse:

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;
Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.

Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo” (2 Co 1.3-5)Talvez nosso propósito seja o de consolar pessoas que passaram pelas mesmas experiências que as nossas.

 

De levar a elas o consolo como qual fomos consolados!
O meu desejo é que os meus ombros e os seus estejam fortes o suficiente para suportar a cabeça de outros e lhes dar consolo.
Que Jesus o abençoe e console o seu coração!
Ouça a mensagem ‘Oração não respondida’ e permita que o Espírito Santo fale ao seu coração:

 

Matheus Gouvêa

É chegado o Reino de Deus

É chegado o Reino de Deus! Assim iniciou Jesus o seu ministério, após 40 dias e 40 noites em jejum no deserto.

O mestre conclamava as pessoas a se arrependerem por que o Reino de Deus estava próximo.

E essa proximidade se dava por meio da evangelização que Jesus e seus discípulos faziam.

Jesus anunciou: “É chegado o Reino de Deus” e deixou essa mesma missão aos discípulos e a igreja de hoje:

“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século” (Mt 28.18, 19 e 20).

“Toda autoridade me foi dada no céu e na terra” 

A Palavra afirma que Jesus é o nome que está acima de todo nome (Fp 2.9-11). Ele é superior aos líderes, reis e príncipes da terra.

Ele é o príncipe da paz (Is 9.6) e na autoridade do seu nome pessoas são curadas e libertas de todo mal.

E o mesmo Jesus que realizou obras maravilhosas descritas nos Evangelhos é o mesmo que salva, liberta e cura nos dias de hoje, pois Ele não muda.

Por isso, no nome de Jesus, os discípulos de hoje, podem salvar, libertar e curar as pessoas.

“Ide, portanto, e fazei discípulos de todas as nações”

O ide é para todos os discípulos de Jesus. E em meio aos seguidores de Cristo há dois tipos de pessoas:

1) A multidão – Ao analisar os Evangelhos veremos que as multidões seguiam Jesus e Ele as curou, libertou e alimentou.

Hoje, há multidões que seguem a Cristo, mas com o único objetivo de receberem uma bênção ou milagre.

Esse tipo de pessoa não quer ser um verdadeiro discípulo de Jesus, pois para ser discípulo é necessário fazer discípulos e isso não é fácil.

Durante os três anos e meio que esteve na terra Jesus escolheu 12 homens para caminharem com Ele. E desses um o negou e outro o traiu.

Portanto, fazer discípulos não é uma tarefa fácil, pois é necessário dedicar tempo e muita oração.

Jesus não disse: Ide e fazei multidões, mas sim Ide e fazei discípulos.

É necessário fazer discípulos nos bairros, cidades, estados e países onde se encontram os verdadeiros discípulos de Jesus.

E só quem tem um coração missionário compreende a importância de ser e fazer discípulos.

2) Os discípulos – Jesus escolheu homens para caminhar ombro a ombro com Ele. E não apenas a caminhar, mas aprender e ensinar.

Em outras palavras: fazer discípulos.

Jesus não teve apenas os 12. Após seu discurso descrito no Evangelho de João, muitos o deixaram ficando apenas os doze.

O mestre vendo a cena perguntou aos demais: vocês também não vão me deixar? Ao que é respondido por Pedro: “Para onde iremos,  Senhor, se só tu tens palavras de vida eterna?”.

O verdadeiro seguidor de Jesus se torna um discípulo e faz discípulos, mesmo com as lutas e perseguições não abandona o mestre, pois sabe que sua vida só tem sentido em Jesus.

Saiba como ter um coração missionário

“Batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”

O resultado do discipulado é o batismo. A pessoa ao se converter e compreender o que significa essa conversão tem o desejo de testemunhar isso publicamente se batizando.

O batismo nas águas é um ato no qual a pessoa declara que já não vive para satisfazer a si mesmo e ao mundo, mas que é uma nova pessoa em Cristo e vive para agradá-lo.

“Ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado”

O que Jesus tem ensinado e deseja que seus discípulos ensinem está escrito em Mateus 22. 37, 38 e 39:

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Esse é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Quem ama, dá a sua vida pelo próximo. E foi isso que Jesus fez, deu sua vida por toda a humanidade, por amor.

Cada seguidor de Jesus pode fazer isso, dedicando sua vida a pregar o Evangelho por amor ao próximo. Seja onde trabalha, estuda, mora ou em outras cidades, estados e nações.

Como deve ser uma igreja comprometida com missões

“Eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século”

Se Jesus é por nós quem será contra nós? Ainda que passemos pelo vale da sombra da morte não temeremos mal algum porque Ele está presente.

Não existe situação na qual o Senhor não se faça presente. Se permanecermos com Ele, Ele permanecerá conosco.

Mesmo que haja a perseguição, as lutas e os problemas, Jesus é com seus amigos e servos para ajudá-los a viver e pregar o Evangelho.

Ouça a mensagem “É chegado o Reino de Deus” e permita que o Espírito Santo mostre se você tem levado esse Reino a todas as pessoas:

Comunicação CERV

Saiba mais sobre o trabalho missionário realizado pela CERV:
(31) 3451-5956 ou envie um e-mail para: contato@restaurandovidascerv.com.br

Dia de batalha

Dia de batalha nos ensina a vestir nossa armadura e guerrear contra as investidas do inimigo

Levanta-te! Veste a armadura!
Hoje é dia de batalha!
Batalha que será dura,
Mas trará no fim, medalha.

Não se esqueça do capacete,
Que declara a salvação,
Pelo sangue derramado
Te cobrindo com o perdão.

Como clamar a Deus?

Ponha a couraça de justiça,
Proteja-se atrás com a verdade,
Caminhe com o evangelho
E com o escudo da fé
Esteja sempre de pé!

De dois gumes é a espada.

Deve estar sempre afiada.
É a Palavra de poder
Que te garante vencer!

Aprenda mais sobre a guerra que pelejamos diariamente

Em nosso viver, enfrentamos constantemente o inimigo que quer nos derrotar. A função dele é sempre a mesma: roubar, matar e destruir. Suas armas são milenares, e ele as usa em armadilhas escondidas com iscas próprias para cada tipo de pessoa ou temperamento. Ele acusa, mente e tenta. As táticas são sempre as mesmas; e tantos caem. Mas o Senhor já nos deu armas invencíveis: a armadura espiritual (Ef 6.10-20) que nos reveste e nos defende. E temos a “espada do Espírito”, a Palavra de Deus, com a qual podemos atacar o inimigo e vencê-lo.

Não deixe de vestir hoje a sua armadura, pois todos os dias são dias de batalha!

Adriana Santos

Aprenda mais sobre o tema “Dia de batalha”, participe do Culto das Causas Impossíveis. Este culto é celebrado às sextas-feiras, às 19:30, na CERV. Mais informações ligue: (31) 3451-5956 ou envie um e-mail para: contato@restaurandovidascerv.com.br

Um clamor para que os céus se fendam

O profeta Isaías, num profundo clamor pela intervenção sobrenatural de Deus na vida do seu povo, clamou: “Oh! Se fendesses os céus e descesses!” (Is 64.1). Isaías está sedento pela presença manifesta de Deus. Isaías estava plenamente consciente de que nenhum poder da terra e nenhum recurso dos homens poderia trazer alento para o seu povo a não ser a presença de Deus.

Essa é também a necessidade da igreja hoje. Não nos contentamos com templos bonitos. Não nos satisfaz termos um bom orçamento financeiro. Não é suficiente termos pessoas influentes na sociedade frequentando a igreja. Somente a presença manifesta de Deus pode levantar-nos para uma vida maiúscula e superlativa.

Somente a presença de Deus pode encher-nos de entusiasmo espiritual. Precisamos urgentemente de uma visitação extraordinária de Deus em nossa vida, em nossa família, em nossa igreja. Destacaremos, aqui, três verdades importantes:

1- o clamor pela presença de Deus só pode partir de corações sedentos por Deus.A igreja contemporânea tem sede de muitas coisas, mas está apática pelas coisas de Deus. Substituímos o Deus das bênçãos pelas bênçãos de Deus; o criador pela criatura; o doador pela dádiva. Construímos nossa própria torre de Babel. Celebramos o nosso próprio nome e contentamo-nos com as glórias da terra em vez de buscarmos com sofreguidão a glória do Deus eterno. Ah, que Deus desperte nosso coração dessa letargia espiritual! Que Deus nos acorde desse sono da morte! É tempo de buscarmos o Senhor! É tempo de voltarmo-nos para Deus de todo o nosso coração

2- o clamor pela presença de Deus tem o propósito de sermos inflamados pelo fogo divino.O profeta Isaías clama pela presença de Deus porque tem consciência da necessidade de ser aquecido pela presença manifesta de Deus como os gravetos são inflamados pelo fogo. Quando o Espírito Santo desceu no Pentecoste pousou sobre cada um deles como línguas de fogo. O fogo ilumina, aquece, purifica e alastra. Precisamos urgentemente rogar a Deus para que ele fenda os céus e venha sobre nós nos inflamar, aquecer e despertar para uma vida de entusiasmo espiritual. Não basta fazer a obra de Deus; é preciso fazê-la com entusiasmo. Não basta frequentar a casa de Deus; é preciso ter o coração aquecido. Não basta honrar a Deus com os lábios; é preciso ter o coração derramado na presença de Deus. Ah, falta vitalidade espiritual em nossa vida; falta vida em nossos cultos; falta aquela alegria indizível e cheia de glória em nossa adoração; falta calor espiritual em nossas orações. Que Deus tenha misericórdia de nós e fenda os céus e desça para nos despertar!

3- o clamor pela presença de Deus tem como propósito a vindicação da própria glória de Deus.Isaías ora para que os céus se fendam e clama pela presença manifesta de Deus não apenas para que o povo de Deus seja despertado, mas também, para que as nações reconheçam a glória de Deus e temam o seu nome. Quando Deus fende os céus e desce para inflamar a igreja, a glória de Deus se manifesta entre as nações e os inimigos de Deus temem o seu glorioso nome. Quando a igreja perde seu vigor espiritual, quando seus cultos se tornam apáticos e cheios de formalidade; quando as brasas vivas se cobrem de cinzas e os crentes se tornam apáticos, abandonando o seu primeiro amor, o mundo se insurge contra Deus para zombar de seu santo nome. Ah, é tempo de clamar pela visitação extraordinária de Deus, para que ele fenda os céus e desça a fim de que os inimigos de Deus temam o seu santo nome. O avivamento acontece na igreja, mas transborda para o mundo. Quando Deus inflama o seu povo, o mundo reconhece que o nosso Deus é o único Senhor e teme o seu nome.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Aprenda mais sobre o “Clamor para que os céus se fendam”, participe do Cultos dos Seminaristas realizado às quintas, às 21 horas, na CERV. Mais informações ligue: (31) 3504-1341 ou envie um e-mail para: seminarioteologico@restaurandovidascerv.com.br

O devocional diário (Parte 2)

Na última semana, iniciamos um estudo a respeito da importância de desenvolvermos um devocional diário com o Senhor.

Entendemos que sem a presença de Deus em nossas vidas somos como cisternas rotas, que não retêm água. E para que a nossa vida espiritual seja bem sucedida e abençoe as pessoas ao nosso redor é necessário empenho em nosso devocional com Deus.

Hoje, finalizaremos esse estudo aprendendo que a nossa prioridade esmero deve de estar em buscar ao Senhor. Isso nos garantirá uma vida feliz e abençoada e um serviço de excelência a Deus.

Bom estudo e que o Senhor Jesus te abençoe!

PRECISAMOS DE TEMPO AOS PÉS DO SENHOR

Muitas vezes estamos tentando agradar a Deus com nosso trabalho, mas, o mais importante para Ele é quando nos assentamos aos Seus pés. Nosso serviço é importante, porém estar com o Senhor, gastar tempo em Sua presença é muito mais. Além de que, depois de um tempo de comunhão o serviço se torna mais eficaz. Observe um episódio que Deus fez questão que fosse registrado para nosso ensino:

“Ora, quando iam de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa. Tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, sentando-se aos pés do Senhor, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava preocupada com muito serviço; e aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá que minha irmã me tenha deixado servir sozinha? Dize-lhe, pois, que me ajude. Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas; entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada”. (Lucas 10.38-42)

Enquanto Marta corria, Maria estava aos pés do Senhor. Todos conhecemos a história, mas fazemos questão de permitir que ela continue se repetindo… Muitos de nós só conseguimos pensar nos compromissos diários, na agenda cheia, em como fazer tudo etc… Preocupamo-nos com coisas que não mereciam tanta atenção. Deixamos que o “urgente” tome o lugar do “importante”.

Sei muito bem do que estou falando não só pelo convívio com outras pessoas, mas por mim mesmo. Por natureza sou alguém agitado, que não gosta de ficar parado. Se deixar, não paro um instante, sou como Marta. Mas tenho aprendido que na vida com Deus, as coisas são diferentes.

Aprendi desde o início da minha caminhada com Ele, que a chave de tudo é o tempo investido em relacionamento com o Pai. E apesar, de por temperamento ser uma pessoa mais parecida com Marta, por princípio bíblico tenho forçado meu comportamento a se ajustar ao de Maria.

Às vezes tenho as minhas recaídas, mas luto comigo mesmo, pois quero o melhor de Deus! Ninguém tem o direito de se desculpar dizendo: “Este é o meu jeito de ser”! Se Deus nos fizesse de modo diferente uns dos outros no que diz respeito a buscá-Lo, estaria sendo injusto conosco; estaria dando a um condições de agrada-Lo e a outro não.

Mas isto não é mera questão de temperamento, e sim de comportamento. Precisamos aprender as prioridades corretas para crescer espiritualmente. Falta de tempo com Deus é o maior obstáculo ao crescimento do crente.

Costumamos permanecer tão cegos em nosso comportamento errado que às vezes tentamos até convencer Deus de que estamos certos. Marta foi pedir a Jesus que fizesse Maria se levantar e ajudar, e estava certa de que Jesus agiria de forma justa, mas não esperava que naquela situação a errada fosse ela. Tentou convencer até o próprio Jesus da importância de sua “correria”. De modo semelhante, muitas vezes estamos errados e tentando convencer-nos (e aos outros) do contrário.

Contudo, as palavras de Jesus são muito fortes, contundentes: “…poucas coisas são necessárias, ou mesmo uma só…” O que Ele estava dizendo a Marta? Que de toda a nossa correria, poucas coisas são realmente uma necessidade. Muito do que julgamos ser necessário, na verdade não é. Agimos assim na administração de nossa agenda diária; assimilamos muita coisa que poderia esperar como se o mundo fosse acabar em dois dias. E o resultado não é só estresse, mas falta de poder espiritual. A presença de Deus é um refrigério, e devemos cultivá-la com dedicação.

O Senhor Jesus declarou: “poucas coisas são necessárias, ou mesmo uma só”. Penso que com esta frase Ele na verdade estava dizendo: “Pode enxugar sua agenda que a maioria de seus compromissos não são assim tão importantes. E se tiver que escolher uma única coisa para fazer, fique em minha presença”.

Não estou dizendo que ninguém deva parar de trabalhar, estou falando principalmente de coisas que não precisam necessariamente acontecer naquele momento. Por exemplo, muitos de nós “precisamos” assistir ao noticiário todos os dias. Será que precisamos mesmo? Muitos de nós “precisamos” nos divertir com um bom filme. Mas será que não dá para dar um intervalo maior de dias entre um entretenimento e outro?

Você pode se questionar sobre muita coisa que faz, mas o fato é que se você tivesse que fazer restar uma única atividade em seu dia, por ser a mais importante, ou a única que verdadeiramente possa ser chamada de necessidade, deveria ser a de estar aos pés do Senhor.

O evangelista Moody, defensor deste tipo de pensamento (como todo homem que Deus já pôde usar de modo especial), declarou o seguinte: “Um dos mais claros sinais dos tempos é que muitos cristãos, em nossas associações de moços e igrejas, estão guardando diariamente a ‘hora tranquila’. Nesta era de correria e incessantes atividades, precisamos de algum chamado especial para nos retirarmos e nos colocarmos a sós com Deus por um tempo, todos os dias. Qualquer homem ou mulher que assim proceder, não conseguirá passar mais que vinte e quatro horas longe de Deus”.

Moody chamava o momento devocional de “a hora tranquila”. Mesmo que nossa vida se resuma em muita correria, deve haver um momento quando consigamos desacelerar para estar a sós com Deus.

AFIANDO O MACHADO

A falta de tempo com Deus impede-nos de servi-Lo melhor. E atualmente até mesmo muitos ministérios estão sendo formados de maneira errada! São ensinados a fazer, fazer e fazer, mas quando investimos tempo a sós com o senhor, aumentamos o proveito do serviço depois. Veja este princípio bíblico:

“Se estiver embotado o ferro, e não se afiar o corte, então se deve por mais força; mas a sabedoria é proveitosa para dar prosperidade”. (Eclesiastes 10.10)

Quando o rei Salomão foi inspirado pelo Espírito Santo a escrever estas palavras, não nos deixou apenas um princípio natural, mas, paralelamente estabeleceu um fundamento espiritual. Assim como a sabedoria de afiar o corte do machado no rachar lenhas torna o trabalho mais eficaz, também há recursos espirituais que tornarão nosso andar em Deus mais frutífero.

Se o machado de um lenhador encontra-se embotado, sem corte, ele tem que empreender muito mais força e energia em seu trabalho, consumindo assim mais do seu tempo. Mas ao investir uma parte do seu tempo afiando o corte do machado, no fim terá economizado tempo e energia. A partir do momento que a ferramenta tem melhor corte, será o corte que determinará o resultado, e não a força do golpe na lenha. Resumindo: Se tentarmos economizar o tempo que usaríamos dando manutenção à ferramenta, acabaremos perdendo mais tempo ainda no trabalho que executamos.

O povo de Deus precisa aprender urgentemente esta lição! O que precisamos aprender e provar na prática, é que o tempo gasto com Deus é o machado sendo afiado. Se economizarmos nesta prática, perderemos muito mais tempo e energia depois e não conseguiremos fazer tão bem o serviço.

NOSSA PRIORIDADE DIÁRIA

Agora chegamos num ponto importante. Sabemos que precisamos estar com Deus. E que isto deve acontecer todos os dias. E que este encontro não precisa durar o dia todo. E que a maior desculpa que damos é que, em meio à correria, não nos sobra tempo para isto. Portanto, o melhor remédio é fazer de seu período devocional com Deus a primeira atividade do dia. Se você o faz antes das outras coisas, não corre o risco de acabar ficando sem fazer.

O que fazemos quando nos encontramos financeiramente “apertados”, e temos várias contas a pagar, sabendo que talvez naquele dia ou semana não haja recursos suficientes para pagar tudo? A maioria de nós tem experiência nisto. Começamos pagando as contas mais importantes, as prioritárias. E o resto ajusta-se depois. Se conseguirmos transferir a mesma mentalidade e raciocínio para a prática do devocional, tudo será diferente. Estar com Deus é a conta prioritária a ser paga a cada dia, portanto, devemos começar por ela, e o resto vai ajustando-se como der!

No início deste estudo usamos o exemplo do maná como uma figura desta busca diária. E o maná tem uma figura que se encaixa bem naquilo que estamos falando. Se ele não fosse colhido logo cedo, se derretia com o Sol. Em outras palavras, ou a pessoa começava seu dia com aquela atividade prioritária, ou acabava ficando sem ele. Com nosso devocional não deve ser diferente. Jesus nos deixou o exemplo:

“De madrugada, ainda bem escuro, levantou-se, saiu e foi a um lugar deserto, e ali orava”.  (Marcos 1.35)

De modo semelhante ao ato dos israelitas de colher o maná antes do sol se levantar, Jesus muitas vezes saía cedo de casa a fim de estar a sós com o Pai Celeste. Aqui ainda vemos outro princípio importante para nosso devocional. O texto diz que Cristo “foi a um lugar deserto”, o que fala da importância de estarmos a sós com Deus neste momento. Estou convicto de que não há hora melhor para se ter o devocional do que ao amanhecer do dia. Lemos no Velho Testamento: “De manhã, Senhor, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando”. (Sl 5.3).

A oração sempre será algo abençoador, mas quando Deus dá ênfase ao fato de buscá-Lo logo de manhã, está valorizando aqueles que decidiram estar com Ele como a sua prioridade do dia. Buscar ao Senhor no início do dia é honrá-Lo como o que de mais importante temos. E Deus está realmente interessado nisto! Veja o que o profeta Isaías declarou:

“O Senhor Deus […] me desperta todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que eu ouça como os eruditos”.   (Isaías 50.4)

Se dermos esta liberdade ao Senhor, priorizando o tempo com Ele, certamente perceberemos que o maior interesse neste tempo de qualidade ao início do dia, é do próprio Deus. Isaías afirmou que o Senhor o despertava para ter este tempo de comunhão. Para Moisés, Deus também fez este tipo de convite: “Subas pela manhã e põe-te diante de mim no cume do monte” (Êx 34.2). Qual era a importância de subir ao monte pela manhã? A única que temos enxergado em cada versículo até agora: dar ao Senhor as primícias do dia.

RAÍZES SANTAS

“E, se forem santas as primícias da massa, igualmente o será a sua totalidade; se for santa a raiz, também os ramos o serão”.  (Romanos 11.16)

Com base nesta afirmação bíblica, Andrew Murray declara em seu livro “A Vida Interior” o seguinte: “Se as primeiras horas da manhã forem consagradas ao Senhor, o restante do dia com as suas diversas tarefas também o será”. Ele chamava a prática deste princípio de “a hora matinal”. Acredito piamente neste princípio. Se santificarmos as primícias do dia, santificamos o dia todo!

Assim como nosso corpo despoja-se de seu cansaço na noite de sono, levantando-se renovado ao amanhecer, também algo precisa acontecer com nosso espírito. Não podemos ignorar o fato de que o crente precisa de renovação diária em seu relacionamento com Deus. É como no caso do maná. O que se colhe num dia, dura só para aquele dia. E a cada novo dia temos que buscar ao Senhor novamente. Quando aprendemos a prática do devocional diário, estamos dando um passo vital para andar em renovação espiritual:

“Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia”.  (2 Coríntios 4.16)

Ao usar a expressão “nosso homem interior se renova de dia em dia”, a Bíblia está nos apresentando a visão de que na vida cristã todos precisamos de RENOVAÇÃO DIÁRIA. Por outro lado, ao afirmar “mesmo que o homem exterior se corrompa”, penso que as Sagradas Escrituras estavam falando de duas coisas: da deterioração física do envelhecimento natural, e também da corrupção do pecado. Tanto em uma como em outra, a idéia é a de que dia após dia estamos nos “estragando” por fora, em nossa carne. É por isso que precisamos passar por um processo de renovação diária em nosso íntimo, no homem espiritual. E se investimos nesta prática, não seremos tão duramente afetados pela força do pecado.

Nosso espírito e nossa carne combatem entre si (Gl 5.16), e quanto mais fortalecemos a um deles, maior a probabilidade de vitória nesta luta. Portanto, precisamos alimentar diariamente nosso espírito em momentos de devoção ao Senhor. Por isso é tão importante que tenhamos um tempo diário meditando na Palavra, orando, adorando ao Senhor.

COMO FAZER O DEVOCIONAL?

 Muitos nos perguntam como podem conduzir seu tempo devocional. Isto é algo pessoal, e acima de tudo, devemos ser sensíveis ao Espírito Santo. Mas há algumas coisas que precisam estar presentes neste momento, e queremos dar algumas sugestões quanto a estas práticas indispensáveis para o momento devocional. São elas: a meditação bíblica, a oração e a adoração.

Meditação Bíblica – Nos dias do Antigo Testamento (e mesmo até séculos recentes) as pessoas não dispunham de cópias das Escrituras. Alguns – como os sacerdotes e escribas, por exemplo – tinham acesso diário às Escrituras, mas a maioria não. Eles dependiam das reuniões públicas para semanalmente ter algum contato com a Palavra. Penso que esta foi a única razão pela qual Deus não exigiu de todos a leitura diária das Escrituras, mas ainda assim, de alguns isto era exigido, como no caso dos reis:

“Também, quando se assentar no trono de seu reino, escreverá para si um traslado desta lei num livro, do que está diante dos levitas e sacerdotes. E o terá consigo e o lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao Senhor, seu Deus, a fim de guardar todas as palavras desta lei e estatutos, para os cumprir”.   (Deuteronômio 17.18,19)

Foi por ter este contato diário com as Escrituras, que Davi pôde escrever um Salmo tão belo como o 119. Creio que Deus espera daqueles que desejam viver próximos dEle, um tempo diário com sua Palavra, que envolve pelo menos três atividades distintas além da leitura em si: falar (confissão e testemunho aos outros); meditar (refletir, analisar cuidadosamente); praticar (viver o que está escrito, obedecer). Veja o que Deus disse a Josué:

“Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas o cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o seu caminho e serás bem-sucedido”.   (Josué 1.8)

Oração – Já vimos que Jesus nos ensinou em Seu modelo de oração a estarmos diariamente perante Deus. Esta deve ser uma prática diária, o que percebemos na frase “o pão nosso de cada dia…”; portanto, também deve estar em nosso momento devocional diário. Este tempo deve envolver os diferentes tipos de oração, como por exemplo: confissão (tanto de nossos pecados como também das promessas bíblicas que nos dizem respeito); súplica (aqui se enquadram nossas petições); intercessão (quando oramos por outros – nossos familiares, discípulos, vizinhos etc…); ações de graça; oração no Espírito (em outras línguas).

A oração do “Pai-Nosso” é um excelente modelo de oração; suas frases nos dão uma direção para as áreas importantes a serem abordadas em nossa oração diária.

Louvor e Adoração – Esta também é uma prática diária. Davi declarou:

“Todos os dias te bendirei e louvarei o seu nome para sempre”.   (Salmos 145.2)

O tempo de adoração pode envolver cânticos conhecidos e espontâneos, bem como declarações de amor e exaltação. Alguns gostam de utilizar músicas gravadas num CD nestes momentos, o que também deve ser visto como um acréscimo ao momento de adoração. Ouvir louvores não substitui o louvar; são duas coisas distintas. Mas acompanhar o louvor gravado não deixa de ser um bom recurso.

CONCLUINDO

Além de saber que devemos ter nosso período devocional diário (e matinal) com Deus, e conhecer algumas das práticas indispensáveis a este momento, penso que devemos também compreender a quietude e privacidade que devem estar presentes neste momento. Acredito que há algo poderoso na oração coletiva, e devemos aprender a orar com outros irmãos, bem como com a Igreja toda reunida. Mas a força do período devocional com Deus reside no princípio de estar a sós com Deus. Isto não só nos ajuda a cultivar a intimidade com o Senhor, como também é um mandamento de Cristo:

“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”.   (Mateus 6.6)

Estar à portas fechadas com Deus, é uma necessidade de cada um de nós. Ali não só pedimos, mas adoramos e nos rendemos com total liberdade de rasgar o coração. Assim como um casal tem seus momentos de privacidade longe da vista de todos, penso que devemos cultivar momentos de comunhão com o Noivo que também sejam marcados pela privacidade.

Se você não tem meios de se trancar, pelo menos procure se afastar das demais pessoas para ter este momento. Certamente esta prática diária te levará a um novo nível de relacionamento com Deus!

Pr. Luciano Subirá

Se você deseja estudar e conhecer mais a Palavra de Deus, acesse nossa página de estudos, e cresça em intimidade com o Senhor!

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