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O culto que Deus quer

O culto que Deus quer vai além dos cultos que as pessoas participam semanalmente na igreja que congregam.

Em Hebreus, capítulo 9, dos versos 1 ao 7, o autor trata sobre o culto praticado no Antigo Testamento:

“A primeira aliança tinha regras para a adoração, bem como um santuário terreno.

Esse tabernáculo era dividido em duas partes. Na primeira, ficava o candelabro e a mesa com os pães da presença. Essa parte era chamada lugar santo.

Depois, havia uma cortina e, atrás dela, a segunda parte, chamada lugar santíssimo.

Nessa parte ficava o altar de ouro para o incenso e a arca da aliança, inteiramente coberta de ouro. Dentro da arca havia um vaso de ouro contendo maná, a vara de Arão que floresceu e as tábuas de pedra da aliança.

Sobre a arca ficavam os querubins da glória divina, cuja sombra se estendia por cima do lugar de expiação. Mas agora não é o momento de explicar essas coisas em detalhes.

Quando tudo estava preparado, os sacerdotes entravam regularmente no lugar santo para cumprir seus deveres sagrados.

Mas apenas o sumo sacerdote, e só uma vez por ano, entrava no lugar santíssimo. Ele sempre apresentava o sangue do sacrifício pelos próprios pecados e pelos pecados que o povo havia cometido por ignorância”

Esse culto foi instituído por Deus no livro de Levíticos. Ele instruiiu como deveria ser o culto, os sacrifícios, as ofertas e os responsáveis por executar cada parte do culto.

E após abordar a respeito de como era o culto no passado, o autor de Hebreus escreve que tudo isso se cumpriu na pessoa de Jesus Cristo.

Isso por que a antiga forma de adoração e purificação apresentava problemas:

“A lei constitui apenas uma sombra, um vislumbre das coisas boas por vir, mas não as coisas boas em si mesmas. Os sacrifícios são repetidos todos os anos, mas nunca puderam purificar inteiramente aqueles que vêm adorar.

Se tivessem esse poder, já não precisariam existir, pois os adoradores teriam sido purificados de uma vez por todas, e a consciência de seus pecados teria desaparecido.

Em vez disso, esses sacrifícios os lembravam de seus pecados todos os anos.

Pois é impossível que o sangue de touros e bodes remova pecados” (Hb 10.1-4).

Portanto, esse culto apresentava dois problemas:

Não purificava do pecado (v. 1 e 4)

Rememorava os pecados e não acabava com a consciência de pecado (v.3)

Ouça nossas mensagens e seja edificado

E o culto que Deus quer, começa na cruz do calvário, o que a carta de Hebreus denomina como “tempo da correção”.

“Com essas regras, o Espírito Santo mostra que o caminho para o lugar santíssimo não havia sido aberto enquanto o primeiro tabernáculo continuava em uso.

Essa é uma ilustração que aponta para o tempo presente, pois as ofertas e os sacrifícios que os sacerdotes apresentam não podem criar no adorador uma consciência totalmente limpa.

Tratava-se apenas de alimentos e bebidas e várias cerimônias de purificação; eram regras externas, válidas apenas até que se estabelecesse um sistema melhor.

Cristo se tornou o Sumo Sacerdote de todos os benefícios agora presentes. Ele entrou naquele tabernáculo maior e mais perfeito no céu, que não foi feito por mãos humanas nem faz parte deste mundo criado.

Com seu próprio sangue, e não com o sangue de bodes e bezerros, entrou no lugar santíssimo de uma vez por todas e garantiu redenção eterna.

Se, portanto, o sangue de bodes e bezerros e as cinzas de uma novilha purificavam o corpo de quem estava cerimonialmente impuro,

imaginem como o sangue de Cristo purificará nossa consciência das obras mortas, para que adoremos o Deus vivo. Pois, pelo poder do Espírito eterno, Cristo ofereceu a si mesmo a Deus como sacrifício perfeito” (Hb 9.8-15).

Por meio de Jesus, o véu foi rasgado para que hoje, os filhos de Deus, possam ter um relacionamento íntimo com Ele.

Cristo deseja retirar qualquer impedimento para que cada ser humano, convertido, possa se relacionar com Deus.

Além dessa relação, Jesus deseja purificar a consciência dos filhos de Deus das obras mortas.

Sem esse relacionamento íntimo e sem a consciência limpa do pecado é impossível viver o culto que Deus quer.

O Senhor, na Nova Aliança, está instituindo um novo culto que vai além de rituais.

O desejo de Deus é que seus filhos o cultuem, a todo momento, em todo o lugar. E que tudo o que fizerem adore ao Senhor.

A partir do momento que Jesus passa a ser o único Senhor e Salvador da vida do homem, a sua vida passa a ser um eterno culto a Deus.

“Portanto, irmãos, por causa do sangue de Jesus, podemos entrar com toda confiança no lugar santíssimo,

Por sua morte, Jesus abriu um caminho novo e vivo através da cortina que leva ao lugar santíssimo.

E, uma vez que temos um Sumo Sacerdote que governa sobre a casa de Deus,

entremos com coração sincero e plena confiança, pois nossa consciência culpada foi purificada, e nosso corpo, lavado com água pura.

Apeguemo-nos firmemente, sem vacilar, à esperança que professamos, porque Deus é fiel para cumprir sua promessa” (Hb 10.19-23).

Reflita sobre o culto que agrada a Deus

O propósito de Deus é que cada filho preste a Ele um culto perfeito de louvor e adoração.

O culto que Deus quer é a experiência fundamental de uma vida genuinamente cristã.

Entretanto, muitos, durante a caminhada no Evangelho, percebem que não têm prestado um verdadeiro culto a Deus.

Acreditam que o verdadeiro culto é o que acontece nas igrejas, porém, o culto vai além, ele deve acontecer a todo momento.

Será que você consegue identificar se a sua vida tem sido, realmente, um culto a Deus?

Vejamos Hebreus, capítulo 5, versos 1 e 2:

“Todo sumo sacerdote é um homem escolhido para representar outras pessoas nas coisas referentes a Deus. Ele apresenta ofertas e sacrifícios pelos pecados

e é capaz de tratar com bondade os ignorantes e os que se desviam, pois está sujeito às mesmas fraquezas”.

E também 1 Pedro, capítulo 2, versos  9 e 10:

“Vocês, porém, são povo escolhido, reino de sacerdotes, nação santa, propriedade exclusiva de Deus. Assim, vocês podem mostrar às pessoas como é admirável aquele que os chamou das trevas para sua maravilhosa luz.

Antes vocês não tinham identidade como povo, agora são povo de Deus. Antes não haviam recebido misericórdia, agora receberam misericórdia de Deus”.

Observando os versículos acima você consegue responder se sua vida está sendo um culto a Deus.

No trecho de Hebreus é possível compreender que, no passado, os sacerdotes preocupavam-se com o povo.

E no trecho de Pedro entende-se que, hoje, o povo de Deus,  são os sacerdotes e devem se preocupar com o chamado que têm de servir a Deus e ao próximo.

Se os filhos de Deus têm vivido um culto diário, em seus corações haverá o desejo de servir a Deus e ter compaixão do próximo.

Ouça “O culto que Deus quer” e reflita se o seu culto tem agradado a Deus:

 

Comunicação CERV

Totalmente entregue

Totalmente entregue. Essa não foi a postura do povo hebreu na travessia em meio ao deserto.

Ao ler a história é possível perceber que o povo ainda não havia compreendido quem era Deus, o grande EU SOU!

Suas mentes e corações ainda estavam cheios dos costumes e influências do Egito (simboliza o pecado e as práticas pecaminosas deste mundo).

Acostumados a olhar para o homem (Faraó) como líder e deus, eles agiam da mesma maneira com Moisés. Eles não haviam compreendido que Deus os havia liberto do jugo da escravidão e não o homem Moisés.

Mesmo com todos os sinais e maravilhas realizados por Deus, ainda permaneciam os mesmos comportamentos e atitudes do passado.

Escolhiam pecar e desobedecer a Deus e infelizmente não se achegavam a Deus e tinham uma atitude de arrependimento.

Eles não aproveitaram a oportunidade de ter comunhão com  Deus e não o conheceram e se relacionaram com Ele tal como Moisés.

Moisés era totalmente entregue a Deus, vivia em santidade e obediência, logo tinha uma comunhão plena com o Senhor.

Várias vezes intercedeu pelos pecados dos isralitas, clamando a misericórdia do Senhor.

Continuamente prostrava-se e falava face a face com o Senhor, como seu amigo. Em uma de suas orações em favor dos israelitas Moisés pediu:

“Toma-nos por sua herança” (Êx 34.9)

Com isso Moisés pedia a Deus que trabalhasse no caráter, coração e mente daquele povo infiel e desobediente e os transformassem em pessoas segundo o coração do Senhor.

Para ser herança de Deus é necessário ter uma atitude de entrega total ao Senhor. De abrir mão de si, dos seus sonhos, projetos e desejos para viver exatamente os planos de Deus.

E você? Como está sua vida perante Deus? Totalmente entregue ou parcialmente? Será que tem se prostrado na presença do Senhor e clamado para que Ele mude seu coração e para viver os planos Dele para você?

Ouça a mensagem “Totalmente entregue” e permita que o Espírito Santo mostre como você está perante Deus!

Ouça as nossas mensagens e seja edificado!

Conheça o nosso ministério, faça-nos uma visita! Estamos localizados à Rua Érico Veríssimo, 1167 – Santa Mônica.

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O devocional diário (parte 1)

Cresci num lar cristão e aprendi sobre a importância de se manter um período devocional diário com Deus. Tanto por preceitos, como pelo exemplo de meus pais, soube desde criança que devemos cultivar este tempo à parte com o Senhor.

Há algo poderoso por trás desta prática, como estaremos analisando. Mas, preciso admitir que mesmo aprendendo que todo cristão deva ter seu período devocional com Deus, falhei centenas e centenas de vezes no que diz respeito a isto.

Falhei em períodos em que não estive tão intensamente envolvido com Deus e Seu Reino, falhei também depois de estar bem comprometido com o Senhor e ministerialmente amadurecido.

Portanto, quero iniciar nossa reflexão declarando que nem sempre erramos por falta de conhecer determinados princípios bíblicos, mas muitas vezes por mera falta de disciplina.

Sei que a maioria dos crentes de hoje não costuma investir diariamente num período de devoção com Deus. Muitos cometem este erro por falta de ensino e esclarecimento, outros por falta de cobrança e estímulo e, claro, há ainda aqueles que erram por pura negligência.

Não quero me dirigir a um ou outro grupo em separado, mas aos três. Aos que conhecem a base bíblica deste princípio, convido-os a reverem aquilo que um dia aprenderam e dedicar-se à prática.

Aos que estão recebendo este ensino pela primeira vez, apelo para que absorvam estes princípios e passem a vivê-los.

Quanto aos deliberadamente negligentes, espero que se arrependam e também ordenem seus passos nesta área.

Precisamos compreender o valor e resultados provenientes do devocional diário.

Então seremos estimulados a trazê-lo para a experiência diária. E ao fazê-lo, entraremos numa dimensão mais profunda de intimidade com o Senhor.

Deus espera que o busquemos todos os dias. Isto parece ficar bem claro na oração-modelo que Jesus nos ensinou: “…o pão nosso de cada dia nos dá hoje…” (Mt 6.11).

Jesus ensinou a nos colocarmos diariamente diante do Pai Celeste e buscar Sua provisão para aquele dia. E quanto ao dia seguinte?

Devemos voltar a buscar ao Senhor a cada novo dia. Cristo declarou:

“Portanto não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” (Mt 6.34).

Mesmo sendo ensinados a depender de Deus para nossa provisão, o que percebemos é que o caminho bíblico proposto é ir a Ele em oração diariamente.

E que as respostas divinas vêm em cotas “diárias”, não mais do que isto. Há uma relação entre este ensino do Senhor Jesus e o que ocorreu nos dias de Moisés quanto ao maná, o pão do céu.

Depois que a nação de Israel deixou o Egito, e saiu pelo deserto, em direção à Canaã, viu-se em dificuldades para ter seu próprio alimento, uma vez que, em viagem, não tinham tempo nem condições para plantar e colher.

E começaram a murmurar contra Deus e contra Moisés. E o relato bíblico nos revela o que aconteceu:

“Então o Senhor disse a Moisés: eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá, e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu ponha à prova se anda na minha lei ou não”. (Êxodo 16.4)

A cada novo dia os israelitas tinham que se levantar em busca do pão. Deus queria que fosse exatamente assim.

“Disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para a manhã seguinte. Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, e alguns deixaram do maná para o dia seguinte; porém deu bichos e cheirava mal. E Moisés se indignou contra eles. Colhiam-no, pois, manhã após manhã, cada um quanto podia comer; porque, em vindo o calor, se derretia”. (Êxodo 16.19-21)

O que temos aqui não é só uma lição de dependência, mas os parâmetros divinos para a forma de Seu povo se relacionar com Ele!

Parece-nos que era justamente isto que acontecia no Jardim do Éden, onde Deus visitava Seus filhos na viração do dia (Gn 3.8).

O plano de Deus para nosso relacionamento com Ele envolve a busca diária. Mas temos uma inclinação a errar justamente aí.

É só observar o que ocorreu com os israelitas no deserto: mesmo sendo advertidos para não colher mais do que a porção diária do maná, alguns deles tentaram fazê-lo. Porquê?

Por puro comodismo, para não precisar levantar cedo e ter o mesmo trabalho no dia seguinte, uma vez que quando o sol se levantava, o maná derretia.

A humanidade vive procurando atalhos para todas as coisas. Como diminuir o serviço e tornar tudo mais cômodo parece ser uma das áreas em que mais vemos progresso e avanços tecnológicos!

A ideia é simplificar tudo o que for possível. As crianças de hoje só usam fraldas descartáveis; temos o freezer e o microondas; a embalagem longa vida; o telefone celular, e uma infinidade de outras coisas que foram inventadas em nome da praticidade.

E não estou reclamando. Eu, como a maioria, gosto disto. Mas temos transportado esta ideia para o nosso relacionamento com Deus. Isto ocorre desde o início da humanidade.

Os israelitas demonstraram estar dentro deste mesmo tipo de pensamento quando acharam que poderiam “driblar” a regra da busca diária. E nós também continuamos presos à mesma forma de pensar, milhares de anos depois.

Não há meios de se trabalhar com estoque, no que diz respeito à presença de Deus. Devemos buscá-Lo a cada novo dia. O que experimentamos Dele num dia, não servirá para o dia seguinte. Este princípio aparece muito na simbologia bíblica.

Através do profeta Jeremias o Senhor repreendeu Seu povo por não praticar um princípio essencial no relacionamento com Ele: o de reconhecê-Lo como manancial de águas vivas.

Manancial ou cisterna?

“Porque dois males cometeu o meu povo: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas”. (Jeremias 2.13)

Naqueles dias não havia água encanada, e o povo dependia dos mananciais para sua sobrevivência. Entretanto, tanto pela falta do manancial como pelo comodismo de não precisar buscar água todos os dias, as pessoas passaram a usar cisternas.

A cisterna era um reservatório de água de chuva, e era muito prática, uma vez que evitava o trabalho de se ir diariamente atrás de uma fonte.

Temos muitos exemplos bíblicos de pessoas indo aos poços para buscar água. Isto era algo comum a todos, razão pela qual Deus escolhe justamente esta figura para ilustrar a verdade espiritual que o Seu povo necessitava ouvir e entender.

Qualquer um sabe que há uma diferença na qualidade da água proveniente da fonte e do poço. Mas o que Deus está dizendo não é algo ligado à qualidade da água, mas ao fato de que, espiritualmente falando, as cisternas não funcionam.

Deus chamou as cisternas que Seu povo vinha cavando de rotas, que não podiam reter as águas.

Portanto, nesta comparação que o Senhor faz, a conclusão é única: quem bebe da fonte tem a água, enquanto que quem tenta a cisterna acaba ficando sem água!

Muitos de nós achamos que é possível “driblar” o princípio da busca diária e tentamos “encher nosso reservatório” nos cultos.

Há pessoas que durante toda a semana não oram e nem leem a Bíblia, mas acham que um culto é suficiente para mantê-las abastecidas. Era disto que Deus falava.

Porque preferimos encher nossa cisterna em vez de ir diariamente à fonte? Talvez por mero comodismo, mas o fato é que temos falhado numa área vital de nosso relacionamento com o Pai Celeste.

Ninguém sobrevive de estoque em sua vida espiritual. Não existe uma espécie de “crente-camelo” que enche o tanque e agüenta quarenta dias no deserto!

Creio que esta é uma área importantíssima a ser ordenada em nossas vidas. Não há nada que nos leve a estar mais próximos de Deus do que o relacionamento diário.

Esta ideia de beber da fonte é usada por Deus em toda a Bíblia. E  penso que isto serve para cultivar em nós uma mentalidade correta de nosso relacionamento com Ele.

Leia e medite nos seguintes textos:

João 4.10,13,14; João 7.37,38; Apocalipse 7.11; Apocalipse 22.17

Pr. Luciano Subirá

Na próxima quarta, publicaremos a segunda parte deste estudo!

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