A morte do EU é explicada por Jesus através da parábola que encontra-se em Marcos 4. 26-29.

Nesta ilustração o Reino dos Céus é comparado a uma semente que é lançada na terra e por si só cresce, desenvolve e gera frutos.

É como se você plantasse um grão na terra e sem fazer esforço ele germinasse e produzisse frutos de forma sobrenatural.

Para compreendermos melhor esta parábola, recordo-me de um fato ocorrido há cerca de 5 anos.

Pesquisadores encontraram um sarcófago antigo e junto a múmia havia alguns grãos. Após estudos constataram  que a múmia tinha mais de 3000 anos.

Então, os cientistas resolveram plantar os grãos encontrados e para surpresa de todos, apesar do tempo de existência, os grão germinaram.

E não apenas germinaram como multiplicaram em grande quantidade.

Por meio desta experiência científica e por meio das palavras de Jesus podemos compreender algo importante para nossa caminhada cristã:

Alguém só pode gerar frutos se primeiro morrer

Ainda no capítulo 4 de Marcos, nos versos 30-32, Jesus apresenta o grão de mostarda, que é a menor de todas as sementes da Terra.

A partir do momento que essa semente é colocada na terra produz de tal forma que se torna a maior de todas as hortaliças, capaz de oferecer sombra para as aves.

Da mesma maneira deve acontecer para com os filhos de Deus:

Para frutificar para o Senhor é necessário morrer!

Deus deseja produzir e multiplicar por meio dos seus filhos, mas isso só acontecerá a partir da escolha da pessoa de morrer para o EU.

A morte do EU significa:

Morrer para o sistema pecaminoso do mundo, para as minhas vontades, desejos carnais, sonhos pessoais e ações e reações egoístas.

E o exemplo de escolha de morrer para o EU pode ser visto na vida do próprio Senhor Jesus.

Em João 12.23-28  Jesus declara a sua missão de morrer para que a humanidade pudesse ser livre da escravidão do pecado.

Se Cristo não tivesse escolhido morrer nenhum ser humano estaria sobre a face da Terra.

Portanto, morrer é uma questão de escolha e com o propósito primordial de salvar vidas.

Jesus morreu e ressuscitou para para que todos viessem a alcançar o Reino, uma nova vida Nele.

Seguindo este exemplo, os discípulos do Senhor devem escolher morrer para que outras pessoas tenham vida em Cristo Jesus.

Entretanto, infelizmente, muitos que se encontram dentro da igreja não morrem.

Não desejam abrir mão de planos pessoais, trabalho, estudo, casamento, dentre outras coisas, para servir a Deus.

Há pessoas que gostam de estar na igreja, não perdem um culto, mas não morrem para si mesmas, para que a vida de Deus possa nascer, frutificar e outras pessoas venham a conhecer ao Senhor

Há também pessoas que têm chamado missionário, porém não querem abrir mão de suas vidas em favor do Evangelho. Permanecem vivos e sós.

Deus conta conosco para proclamar o nome Dele a toda criatura, mas é necessário morrer!

Em 2016, no Brasil, mais de 50 mil pessoas morreram vítimas de armas de fogo.  Para se ter uma ideia da gravidade desta estatística, em 10 anos de guerra no Vietnã morreram 46 mil soldados norte americanos.

E será que essas vidas que se perderam no Brasil tinham salvação, será que alguém falou de Jesus para elas?

Muitos crentes ouvem esta estatística e não se importam, pensam o seguinte: se eu e minha família estivermos bem o mundo pode acabar que não há problema algum.

E não foi esse o exemplo que Cristo nos deixou. Em João 10. 17,18, Jesus declara que por espontânea vontade escolheu morrer para dar a vida a muitos.

Um bom exemplo para compreendermos a morte do eu encontramos na série televisiva norte americana Band of Brothers (traduzido como Irmão de Guerra).

Num dos episódios,  um dos soldados estava passando por um grande problema: não sentia-se preparado para ir a batalha, pois tinha medo.

De repente, no meio da guerra, seu sargento direciona a tropa da qual esse soldado faz parte para o topo de uma montanha.

Para chegar ao cume, no trajeto, seria necessário utilizar armas e eliminar os inimigos.

E aquele soldado despreparado se depara com uma situação na qual deveria matar e por causa disto se esconde numa valeta, por ter medo.

O soldado se colocou em uma situação complicada e se não fosse seu sargento teria morrido. Diante desta semana o sargento chega a seguinte conclusão: o seu homem não estava preparado para morrer.

De forma semelhante, muitos iniciam bem a caminhada com Jesus, mas no meio do caminho retornam para as velhas práticas.

Infelizmente as pessoas não têm verdadeiramente se lançado ao Senhor, entregado suas vidas a Cristo.

Essa atitude faz com que o Evangelho seja superficial e não mais como no período apostólico, da igreja primitiva.

As pessoas querem um Evangelho de facilidades sem a exigência da  morte do eu e abandono do pecado.

Voltando para a ilustração do soldado, certa noite ele resolve conversar com o sargento na tentativa de explicar seu comportamento:

Acho que fiquei com medo porque a pílula que tomei me deu sono…

Como resposta ele ouve do seu sargento:

Sua única esperança e aceitar o fato de que esta morto!” Você teve medo porque tinha esperança de sair ileso e de que não mataria ninguém. Sabe porque me tornei sargento? porque quando entrei para o exército aceitei o fato de que já tinha morrido

Esse homem havia morrido para aquilo que ele queria e escolheu servir o exército americano.

Da mesma maneira deve ocorrer com os filhos de Deus. Quando têm a convicção de que morrem para viver para Deus.

A partir do momento que a pessoa escolhe não mais viver para si, deve permanecer firme na fé  (1Co 16.13).

Além disso é fundamental ter vigilância e estar preparado para cada batalha, pois situações difíceis surgirão (1 Co 10.12; 1 Co 15.1-2; 58).

Paulo não se importava com os sofrimentos e situações difíceis, pois pregar o Evangelho era mais importante (At 20.22).

Ele sofreu por amor ao Senhor porque escolheu morrer para si e engrandecer a vida de Deus (2 Co 11.23-29).

Após o diálogo entre o soldado e o sargento, os dias avançam e a série mostra a transformação daquele soldado.

Ele enfrenta situações de risco e salva seus companheiros de guerra, pois finalmente compreendeu que era necessário estar morto.

Que assim como este soldado e o apóstolo Paulo você verdadeiramente escolha morrer para si e viver para Cristo.

Pois, somente assim, o Evangelho pode ser pregado e você frutificará na obra do Deus vivo!

Pr. Rafael Pitzer

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